O coordenador do Fórum em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiências, Enio Rodrigues da Rosa, está acusando a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) de excluir deficientes aprovados no concurso público do Hospital Universitário. Segundo ele, o edital de convocação do concurso expedido em 7 de março de 2001 previa a reserva de 5% das vagas ofertadas (22 lugares) para portadores de necessidades especiais.
Enio Rosa explica que o edital cumpria um decreto de 1999. ‘‘Foi com base nas informações anteriores contidas no documento e reforçadas pela psicóloga da Unioeste que 48 pessoas com deficiência se inscreveram’’ - informa. Ele diz que em 6 de abril foi publicado um outro edital, homologando as inscrições, mas distribuindo as vagas por nível de escolaridade. ‘‘Isso não constava do edital de convocação do concurso e caracteriza-se mudança das normas depois que a direção da instituição já sabia o número de pessoas com deficiências inscritas.’’
O coordenador do fórum relata que dos 48 inscritos inicialmente, somente 15 foram classificados no concurso e apenas 10 estão sendo chamados. Enio Rosa reivindica a convocação dos 15 aprovados.
A assessora de imprensa da Unioeste, Elaine Turcatel, diz que o número de vagas não foi modificado. Segundo ela, as vagas foram remanejadas e distribuídas de acordo com a necessidade do Hospital Universitário. ‘‘Quem não foi convocado é porque não alcançou a média necessária. Não podemos colocar uma pessoa sem formação profissional no lugar de um médico’’, argumenta.

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