Fórum busca solução para violência
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sábado, 22 de março de 2003
Ana Setti<br>Reportagem Local 
Reivindicações de um lado e promessas, até poéticas, do outro como o do representante do governador do Estado, Daniel Godoy Nunes, de que se buscará uma solução conjunta para os problemas de segurança, marcaram o início do Fórum sobre Violência e Segurança na Região Metropolitana de Londrina, realizado ontem no Tribunal do Júri. ''Londrina não está no Norte do Paraná, está no coração de seu governador'', afirmou Daniel Nunes.
O presidente do Conselho de Segurança de Londrina, Pedro Marcondes, destacou que a prevenção é a melhor forma de combater a violência e lembrou que o plano de segurança definido para a cidade depende do apoio do governo do Estado para ser executado.
Entre as medidas previstas no plano estão a ampliação dos quadros da Polícia Militar e a aplicação de recursos em aquisição de novas viaturas e nos serviços de manutenção da frota. Em relação à Polícia Civil, as necessidades concentram-se na instituição de delegacias especializadas e na ampliação de seus recursos humanos e materiais. Marcondes lembrou também a necessidade urgente de reequipar e modernizar a Polícia Técnica e de rever o sistema prisional do município, que conta, segundo afirmou, ''com uma estrutura superada''.
Para comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina (BPM), coronel Rubens Guimarães de Souza, existe uma necessidade real de ampliar o efetivo em cerca de 300 homens. A expectativa é de que a reivindicação seja atendida no começo de 2003. ''O governador já concedeu o aumento de vencimentos que havíamos pedido'', disse.
O comandante garantiu que o acirramento da violência não está escapando ao controle. ''Trabalhamos em cima de dados técnicos e com estratégias voltadas para o alcance de metas realistas''. No ano passado, disse, ''fizemos mais de 500 prisões e apreensões por tráfico, uso e porte de drogas, além de mais de 400 apreensões de armas''.
Organizado pelo Rotary Clube de Londrina, com o apoio da Unifil, o fórum reuniu cerca de 350 pessoas entre representantes da comunidade, estudantes de direito e autoridades, entre elas prefeitos de municípios vizinhos, como Cambé, Ibiporã, Sertanópolis, Tamarana e Rolândia.


