Curitiba - O Fórum Popular Contra o Pedágio, movimento criado em abril, lançou ontem, na Câmara de Vereadores de Paranaguá, seu braço regional no Litoral. Prefeitos da região e entidades da sociedade civil se uniram ao fórum. O próximo passo é lançar unidade regional em Londrina, no dia 1º de julho, fortalecendo o movimento na região Norte, que deve receber praças do pedágio de manutenção até o final deste ano.
No total, cerca de 120 entidades integram o fórum. O prefeito de Paranaguá, José Baka Filho (PDT), reclama que as altas tarifas cobradas diminuíram o fluxo de caminhões para o Porto de Paranaguá, o que prejudica a economia local. Além disso, turistas fogem do pedágio e optam pelas praias de Santa Catarina.
O deputado estadual Hermes Fonseca (PT), coordenador da Frente Parlamentar do fórum, disse que a interiorização do movimento é fundamental para conquistar a opinião pública. Segundo o ex-deputado estadual Acir Mezzadri, coordenador geral do fórum, várias cidades vão ganhar nos próximos dias seções regionais do Fórum Popular Contra o Pedágio. A partir de agosto a luta será pela nacionalização da campanha, deflagrado com a realização do Seminário Nacional Sobre Pedágio e com a divulgação, pelo governo federal, da privatização dos trechos das rodovias 101, 116 e 376, conhecidos como Corredor do Mercosul.
A estratégia do governo do Estado para combater o preço do pedágio é implantar praças com o chamado pedágio de manutenção, mais barato. O modelo deve começar pela PR-323. Atualmente, seis concessionárias privadas cobram pedágio no Anel de Integração.

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