A Sanepar reestabeleceu ontem o fornecimento normal de água para seis mil residências da Zona Leste de Londrina, comprometido após a queda e morte de um pedreiro em um reservatório do Complexo de Abastecimento Santos Dumont, na Vila Sian. João Francisco de Oliveira, 50 anos, caiu na câmara enquanto realizava serviços de acabamento em um novo reservatório recém-construído no complexo e morreu afogado. O corpo foi retirado da caixa pelos bombeiros por volta das 19 horas e, segundo o gerente metropolitano da companhia, Sérgio Bahls, a desinfecção foi concluída por volta da zero hora de ontem, eliminando riscos de contaminação.
As obras para ampliação do complexo estão sendo realizadas por uma empresa contratada pela Sanepar, a Gottschild Construtora, para a qual Oliveira trabalhava. A suspeita é de que um andaime sobre o qual o pedreiro trabalhava tenha se rompido, o que deve ser investigado pela Polícia Civil nos próximos dias. ''Os outros funcionários deram pela falta do colega e descobriram que a tampa de inspeção do reservatório tinha se rompido. Uma parte da argamassa também foi danificada, o que aumentou a suspeita de que ele tinha caído. A Sanepar foi acionada por volta das 17h30 e, quatro minutos depois, o reservatório havia sido desativado'', contou Bahls. Os bombeiros foram acionados por volta das 18h15 para o resgate.
Ainda de acordo com o gerente, depois da retirada do corpo, a água cerca de 5 milhões de litros foi escoada para uma galeria pluvial próxima ao complexo. Os trabalhos para desinfecção do sistema começaram às 22 horas. ''Fizemos um jateamento com água, aplicamos cloro concentrado e deixamos agir por um tempo. Depois fizemos mais um jateamento. O tanque estava desinfectado por volta da zero hora'', contou.
Duas horas depois, o reservatório estava cheio novamente para atender à demanda por água de cerca de 6 mil famílias da Zona Leste. ''O tanque só é utilizado em horários de pico de consumo'', afirmou o gerente. De acordo com ele, o processo de desinfecção elimina qualquer possibilidade de contaminação.
O engenheiro responsável pelo projeto e sócio-proprietário da Gottschild, Carlos Gottschild, foi procurado pela reportagem da Folha. Ele não pôde atender à ligação, argumentando que estava no Instituto Médico Legal (IML), providenciando a liberação do corpo do pedreiro.

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