Independente dos inquéritos da PF que investigam o possível crime de fraude, o advogado José Augusto Formigoni entrou com ação na Justiça Civil contra o Banestado, por calúnia e difamação que teriam sido cometidas contra o ex-gerente da agência de Cambé, Henrique Faudon Henrique. A ação pede uma indenização de R$ 25 milhões.
‘‘O banco veio a público, com estardalhaço, e denunciou que o Henrique coordenou um roubo de R$ 25 milhões. Agora, um ano e meio depois, não conseguiu provas suficientes de que a denúncia era verdadeira. Portanto, vão ter que pagar pelos prejuízos morais e trabalhistas que causaram ao gerente que afastaram e demitiram’’, garante Formigoni.
O advogado baseia a ação indenizatória no argumento de que o ex-gerente não tinha autoridade para liberar negócios tão vultuosos sozinho; e que a autorização para o fechamento dos empréstimos e descontos das duplicatas era dada pelo gerente regional do Banestado da época, Gilmar Longo da Rocha. Sustenta ainda que, pelo menos nos negócios fechados com a Freezagro, a autorização foi possível por intermédio do diretor de crédito do banco, Jackson Ciro Sandrini.
De acordo com Formigoni, o diretor Sandrini teria sido exonerado do cargo, e o gerente regional Gilmar Rocha rebaixado de função. ‘‘Tenho documentos, vindos de dentro do Banestado, que comprovam que existem outros nomes envolvidos neste caso; que contam a verdadeira história da crise do Banestado. Mas não vou entregá-los à PF nesta fase de apuração de provas. Tenho o direito constitucional de só apresentá-los mais tarde, se necessário, perante a Justiça’’, diz Formigoni.
(Osmani Costa)

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