O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade Estadual de Londrina autorizou a realização de atividades pedagógicas para toda as turmas de formandos. A decisão foi tomada ontem, durante a reunião do conselho que durou quase todo o dia. Mas essa autorização ainda não garante o término do ano letivo, pois a aplicação da medida depende de uma negociação com o comando de greve e sindicatos das categorias. ‘‘É preciso a garantia da qualidade dessas aulas e o Cepe não pode obrigar os professores em greve a ministrar aulas’’, justificou o reitor Pedro Gordan. A autorização não se estende aos demais alunos da universidade. Do lado de fora da sala dos conselhos, estavam cerca de 250 pessoas, entre alunos e funcionários.
No período da tarde os conselheiros voltaram a se reunir para definir as necessidade de cada curso. Foi criada também uma comissão que se encarregará dos acertos com o comando de greve. Cerca de dois mil alunos deverão ser beneficiados e o reitor espera que nas próximas oito semanas o calendário esteja encerrado . ‘‘Eu acredito na sensibilidade de professores e funcionários’’, declarou. Para Gordan, a decisão do Cepe abre uma brecha para as conversas com o governo do Estado. ‘‘Podemos estabelecer um cronograma de negociação partindo dos formandos, depois a abertura do HU (Hospital Universitário) e eventualmente um novo vestibular’’, afirmou.
A disponibilidade dos professores é dada como certa pelo aluno Rafael Resende Gonçalves, 25 anos, de agronomia. Os formandos, como afirmou, já haviam conversado com os professores antes da reunião em que o departamento definiria sua posição. Gonçalves já conseguiu um emprego e depende do diploma para o início dos trabalhos. De acordo com a vice-reitora da UEL, Vera Lúcia Suguihiro, o Cepe deferiu, na mesma reunião, a colação de grau para 17 alunos de Odontologia. Ontem, aconteceu a formatura de 60 alunos de medicina. (Colaborou Luciano Augusto)

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