Formando de Direito é acusado de espancar idoso
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sexta-feira, 11 de dezembro de 1998
Benê Bianchi 
Uma festa realizada na noite de segunda-feira, organizada pelo formando do curso de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Robson Luiz Ramos, acabou em briga e dois feridos: o aposentado Vítor Martins, 77 anos, e o próprio organizador da festa.
Segundo a versão da família do aposentado, ele foi espancado por Robson até perder os sentidos. Vítor ficou internado no HU por dois dias. Ele sofreu um corte no lado esquerdo do rosto, escoriações no braço direito e ainda está de cama.
A filha do aposentado, Margarida dos Reis, conta que toda a confusão começou devido à altura do som da festa, realizada no shopping Exactus. Uma vizinha se incomodou com o barulho e começou a jogar ovo. Eles, então, começaram a xingar a vizinha. Eu pedi para meu filho guardar o carro e meu pai trancou o portão, diz Margarida.
Bati a cabeça no rosto do seo Vítor Robson Ramos:Lá pelas 22h30, o lixeiro passou e meu pai saiu para pegar as latas de lixo, que ficaram em frente ao estacionamento da Exactus. Quando meu pai chegou, esse rapaz chamado Robson o derrubou, achando que ele é quem estava jogando ovo.
Os dois netos de Vítor, Paulo Roberto e Eduardo Roberto dos Reis, teriam corrido para socorrê-lo. Esse rapaz derrubou meu pai novamente e meu filho Paulo. Fui correndo para ajudar e segurei esse Robson. Meu filho levantou, partiu pra cima do rapaz e deu uns socos nele. Um outro vizinho também teria tentado socorrer o aposentado. A pedido de Vítor, o neto teria entrado em casa para chamar a polícia.
Ela conta que, momentos depois, seo Vítor voltou para o estacionamento do Exactus. Queria explicar para o moço que não era eu quem estava jogando ovo. Mas ele veio com os dois pés no meu peito e só acordei no hospital, conta Vítor Martins. Foi dentro do estacionamento que eles espancaram mais meu pai, acrescenta Margarida. A filha relata ainda que, ao ver Vítor desmaiado, Robson teria pego o carro e fugido.
A versão de Robson Ramos sobre os ferimentos sofridos pelo aposentado Vítor Martins é outra. Ele conta que organizou um churrasco para a sua turma do curso de Direito e os funcionários da sua empresa de informática.
O pessoal começou a chegar por volta das 18 horas. Às 21 horas, a vizinha do lado direito começou a jogar ovos. Baixamos o som. Quando começou o jogo do Londrina, o pessoal voltou a fazer barulho e aí começou a chover ovo. Nós retaliamos, xingando a vizinha, relata. Segundo ele, a confusão começou quando os convidados foram até a rua para guardar seus carros no estacionamento.
Robson Ramos garante, que ao chegar na rua, os vizinhos estavam na frente do estacionamento armados com foice, tijolo e telha. A hora que eu saí, o senhor me segurou pelo braço e a filha dele me pegou pelo pescoço. Quero crer que eles fizeram isso para evitar a briga. Mas nisso veio um rapaz e meu deu um soco no olho direito. Outro rapaz me acertou o olho esquerdo. Quando tentei me soltar, bati a cabeça no rosto do seu Vítor. Ele caiu e a filha dele caiu por cima dele.
Robson relata que seus amigos levaram Vítor para o estacionamento do shopping para colocar gelo no rosto dele, que estava sangrando. Segundo ele, José Mário Tomal, que é maestro do coral da Câmara e genro do aposentado, teria lhe dito para não aparecer na Vila Siam, porque ele não sairia ileso. Se me acontecer alguma coisa, a culpa será dele. O caso foi registrado na polícia.


