O Projeto Cidadania, da Folha de Londrina/Folha do Paraná, é tema de um dos trabalhos de conclusão de curso (TCC) dos formandos de jornalismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Thaisa Sallum Bacco, a autora, avalia a utilização de jornais nas salas de aula de cinco escolas da rede municipal de ensino de Londrina, com base em questionários aplicados a 134 alunos e 40 professores de turmas beneficiadas pelo projeto.
‘‘A paixão pela relação existente entre jornalismo e educação surgiu depois de perceber quanto tempo havia perdido sem ao menos notar a presença dos veículos de comunicação, em particular os jornais impressos’’, justifica Thaisa, na introdução do trabalho. ‘‘Pode até parecer engraçado, mas meu primeiro contato com jornais impressos foi na 5ª série’’, acrescenta.
Ela informa que a escolha das cinco escolas foi feita por sorteio - de cada zona da cidade foi sorteada uma escola. Foram selecionadas a Escola Municipal Santos Dumont, da Vila Industrial (zona Oeste); Escola Municipal Aristides Souza Mello, do Jardim Califórnia (considerada no trabalho como região central); Escola Municipal Joaquim Vicente de Castro, do Conjunto Cafezal (zona sul); Escola Municipal Conjunto Hilda Mandarino, do bairro de mesmo nome (zona norte), e Escola Municipal José Garcia Villar, do Jardim Pindorama (zona leste).
Em Londrina, 61 estabelecimentos urbanos de ensino da rede municipal e nove da zona rural participam do Cidadania. O projeto é desenvolvido também em Ivaiporã, Ubiratã e Cambé. Uma vez por semana, exemplares da Folha são enviados para as escolas participantes, onde professores e alunos têm a oportunidade de desenvolver atividades didáticas com o uso do jornal.
A forma de utilização varia de leitura e interpretação à produção de ‘‘jornais falados’’, em que os escolares aproveitam conteúdos de reportagens publicadas para fazer apresentações, algumas vezes simulando um noticiário de tevê. A Secretaria Municipal de Educação de Londrina, que faz parte da execução do projeto na cidade, dispõe de um manual indicando os tipos de atividades que podem ser desenvolvidas com jornais em salas de aula.
O custo dos jornais enviados para as escolas participantes é menor que o do mercado. O valor é pago por empresas privadas que atuam como parceiras.
Uma das considerações do trabalho é de que a utilização de jornais nas salas de aula ‘‘pode ser - e deve ser - uma alternativa em busca de um processo educacional ideal, em que o aluno é visto como um cidadão questionador da realidade’’. Thaisa Sallum Bacco sugere algumas mudanças significativas no desenvolvimento do projeto, entre elas a elaboração de um relatório anual sobre as evoluções - erros e acertos - do Cidadania.
A formanda foi orientada pelo professor Ossamu Nonaka. A banca de avaliação foi formada, além do orientador, pela professora Maria Helena Cavazotti Viana e pelo jornalista da Folha, Walter Ogama. Apresentado na manhã de anteontem, o trabalho obteve nota 10.Josoé de CarvalhoNunca é tardeThaisa (em pé), formanda do curso de jornalismo da UEL: ‘‘Meu primeiro contato com jornais foi na 5ª série’’Da Redação

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