Uma comissão composta por representantes da Vara da Infância e Juventude, Centro de Direitos Humanos (CDH), Câmara, Polícia Militar, Conselho Tutelar, Delegacia do Menor e Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) ficará responsável por negociar com os menores infratores no caso de rebeliões. Essa foi a decisão tomada na reunião realizada ontem, no Fórum, com a participação do juiz da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Ademir Ribeiro Richter. Além disso, os participantes reiteraram a decisão de proibir a entrada do Pelotão de Choque da PM no local.
O coordenador do CDH, Gelson Gil, explicou que a comissão será convocada somente nos casos da equipe técnica do Ciaadi não resolver o problema internamente. De acordo com o coordenador do Ciaadi, Márcio Filla, a superlotação da carceragem, que chegou a contar com 60 menores, em um espaço destinado a 36, dificulta o trabalho pedagógico e aumenta os problemas. Ele adiantou que a direção estará solicitando à prefeitura a cessão de dois terrenos para ampliação da estrutura.
O comandante do 5º BPM, tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, afirmou ser contra a violência. Ele prometeu fazer parte da comissão e levar até o fim as investigações em torno de denúncias de excessos por parte do Pelotão de Choque. Um inquérito policial militar (IPM) foi instaurado para investigar o caso, onde um grupo de menores teria sido agredido após iniciar uma rebelião.

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