Formação alinhada com o mercado
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de abril de 2011
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
O técnico em eletromecânica Tiago Silvestre já trabalhava com geradores a biogás quando resolveu, há cinco anos, fazer um curso técnico em Eletromecânica. Na época ele não tinha ideia, mas a decisão foi um divisor de águas em sua vida. Depois que comecei o curso, abriu-se um leque de oportunidades. O meu propósito era me formar e agregar conhecimento à carreira. Não tinha noção de tudo que viria na sequência. Cheguei a pensar que depois poderia prestar um concurso público, confessou à FOLHA.
Aos 31 anos, o técnico que na adolescência não se empolgava muito com a escola hoje trabalha em uma tradicional empresa de Londrina no desenvolvimento de máquinas, dá aulas e recebe com frequência novas ofertas de emprego. Em julho ele deve prestar vestibular para curso superior em Gestão de Processo Industrial, e não pensa em parar. Quero me aperfeiçoar cada vez mais.
Silvestre costuma recomendar os cursos técnicos para quem está começando carreira profissional, por acreditar que oferecem uma formação mais próxima das necessidades do mercado. 70% das disciplinas são mistas, com aulas práticas e teóricas. Além disso, algumas áreas ainda contam com poucos profissionais no País. Um exemplo é o próprio ramo escolhido por Silvestre. Me especializei em geradores a biogás, uma área que está crescendo muito mas ainda esbarra na falta de qualificação.
A sensação de valorização também foi sentida pelo metalúrgico Claudir do Nascimento Rocha, de Assaí (Norte). Contratado pela mesma empresa há 10 anos, ele viu sua carreira dar um salto após um ano de curso técnico em Mecânica. Eu entrei como ajudante geral. Hoje sou líder de produção e tenho uma equipe de oito pessoas sob minha responsabilidade, disse. Para Rocha, que viaja 70 quilômetros para estudar em Londrina, o curso o tirou do seu
mundinho.


