Duas propriedades rurais banhadas por rios da bacia do Rio Pirapó, em Apucarana, foram autuadas pela 2 Companhia Ambiental Força Verde de Londrina por má conservação das matas ciliares. Cada proprietário terá que pagar R$ 2 mil por hectare de mata não conservada.
As autuações fazem parte de uma operação iniciada no dia 20 de abril na região. Desde então, 11 áreas rurais foram fiscalizadas. A falta de preservação, de acordo com a Polícia Ambiental, é crime punível com multa administrativa e pena de um a três anos de detenção.
Além de vistoriar a mata ciliar, os policiais também estão observando se há ocorrência de outras infrações ambientais.
Um sitiante do município de Arapongas foi multado em R$ 8 mil por ter queimado, para plantio, uma área de pastos correspondente a oito hectares. A queimada, um costume indígena que ainda impera entre muitos agricultores, é proibida.
Conforme informações da Polícia Ambiental, a mata ciliar é uma área de preservação permanente que tem a função de proteger o leito do rio contra o assoreamento e abrigar espécies da fauna local. A largura do espaço a ser preservado é determinada em função do tamanho do corpo hídrico.
Um rio de 10 metros de largura, por exemplo, deve ser margeado por uma faixa de 30 metros de mata ciliar. Rios acima de 600 metros de largura demandam faixa mínima de 500 metros de vegetação natural preservada. No caso de nascentes, a legislação determina a manutenção de pelo menos 50 metros de mata.
Denúncias sobre crimes ambientais podem ser feitas gratuitamente, a qualquer hora, pelo telefone 0800-5430304.

mockup