Desde o dia 1º de novembro está proibida a pesca amadora ou profissional em rios pertencentes a Bacia do Rio Paraná. O motivo é a piracema, período de reprodução dos peixes, que vai até o dia 28 de fevereiro. No Litoral do Paraná, aproximadamente 5,8 mil pescadores sobrevivem da pesca artesanal.
Segundo o sub-tenente do Batalhão da Polícia Ambiental - Força Verde, Valdeci Saveli de Oliveira, desde o início da piracema foram registradas 35 ocorrências de pesca, totalizando 34 autuações, 7.316 metros de rede, 710 metros de espinhel, 22 tarrafas e 278 quilos de peixe apreendidos. ''Estamos percebendo que os pescadores estão mais conscientes este ano'', constata Oliveira. A Polícia Ambiental conta com duas equipes que fiscalizam os rios da região (Tibagi, Ivaí, Santo Antônio) e a Represa Capivara.
A pessoa flagrada pescando ilegalmente responde administrativa e criminalmente. A pena pode variar de um a três anos de detenção. Já a multa mínima é de R$ 700 podendo atingir R$ 100 mil (dependendo da quantidade pescada, local e material utilizado para a prática), mais R$ 20,00 por quilo de peixe apreendido.
Segundo a chefe do escritório regional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Neusa Maria Emidio, a portaria 194/2008 libera apenas a pesca amadora embarcada e desembarcada somente nos rios e reservatórios artificiais dentro do estado, desde que seja realizada apenas com linha de mão, caniço, molinete e iscas artificiais. ''Nos reservatórios dos rios federais a portaria do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) permite somente a pesca de peixes exóticos (tilápia, tucunaré, bagre africano, por exemplo)'', explica Neusa.
A pesca também está proibida nas áreas de alagados, alagadiços, lagos, banhados, canais ou poços que recebam águas desses rios ou de outras lagoas, em caráter permanente ou temporário. A portaria proíbe a pesca nas proximidades (até 500 metros) de desembocaduras de rios e nas cercanias das barragens de usinas hidrelétricas, cachoeiras e corredeiras (até 1,5 mil metros à esquerda e à direita). Se os locais forem registrados no Ibama, no Ministério da Agricultura e no IAP está também liberada a atividade pesqueira em tanques de aquicultura e em pesque-pagues.
Serviço: Ibama: Rua Cambará, 302. (43) 3322-4956. A Força Verde recebe denúncias pelo fone 0800-6430304.

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