Força-tarefa reduz criminalidae em Foz
A ação especial de combate ao crime em Foz do Iguaçu, batizada de força-tarefa, reduziu em 49,5% o número de ocorrências policiais nos dez primeiros dias de operações constantes nas ruas. Do dia 6 a 16 de abril, foram registradas 517 atendimentos policiais (desde furto simples a homicídios), contra 1.024 registros no mesmo período do ano passado. A redução é resultado das quase 40 blitze e arrastões realizados pelas polícias Militar, Civil, Federal, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros em parceria com outros órgãos administrativos do município, Estado e União.
A queda no número de furtos de veículos de 20 para 11 está entre os dados significativos. Outro dado satisfatório é a diminuição da quantidade de furtos a estabelecimentos nesse período (de 126 para 110).
O secretário de Cooperação dos Assuntos de Segurança Pública, Honório Olavo Bortolini, destacou ainda a pressão exercida da força-tarefa para remoção de 36 presos da Cadeia Pública de Três Lagoas, diminuindo a superlotação da
unidade, além do zeramento dos assaltos a ônibus.
Segundo ele, as operações conjuntas influenciaram na queda do número de homicídios no município, de 15 para 9. A contenação dos assassinatos teria sido consequência, inclusive, da prisão de 20 pessoas por porte ilegal de arma
e da prisão de quatro quadrilhas consideradas perigosas.
Os representantes das corporações garantiram continuidade do projeto, orçado em R$ 150 mil e financiado pela Prefeitura de Foz do Iguaçu. Parte do dinheiro está sendo gasto em gasolina para as viaturas usadas nas rondas adicionais (antiga carência do 14º Batalhão da Polícia Militar).
O projeto foi criado depois do Conselho Municipal de segurança receber constantes respostas negativas das reivindiçações direcionadas a Secretaria de
Estado de Segurança Pública. Para os idelizalizadores, a segurança é um dever do Estado, mas uma obrigação de todos.





