São Paulo Uma força-tarefa formada por deputados da CPI da Pirataria, policiais federais, civis e auditores da Secretaria Estadual da Fazenda realizou na manhã de ontem uma blitz na galeria Pagé, conhecido ponto de venda de mercadorias contrabandeadas no centro de São Paulo. O foco da blitz foi o depósito no 11º andar da galeria, de Roberto Eleutério da Silva, o Lobão, considerado o maior contrabandista de cigarros do país.
Segundo o diretor-executivo da Secretaria Estadual da Fazenda, Antonio Carlos de Moura Campos, a blitz encontrou um caderno de anotações e um grampo telefônico no escritório de Lobão. Também foram levados pelos policiais documentos, contratos de locação, CDs e fitas de vídeo. ''O conteúdo da apreensão será analisado agora pela Polícia Federal'', disse Moura Campos.
Essa foi a terceira blitz realizada neste mês na Pagé, que possui 12 andares e 170 lojas. Ontem, apesar da blitz, algumas lojas da galeria estão abertas. ''A diferença é que as lojas estão operando com muito mais cuidado. Existem menos produtos nas prateleiras.''

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