Força-tarefa quer identificar crimes ambientais
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de março de 2015
Guilherme Batista<br>Equipe Bonde 
Londrina - O caminhão flagrado despejando entulho no fundo de vale do Jardim João Turquino (zona oeste de Londrina) durante a tarde de quarta-feira é apenas a "ponta do iceberg" de um gravíssimo problema ambiental. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) descobriu que a área de preservação permanente estava sendo utilizada como aterro clandestino por diversas empresas. De acordo com estimativas da CMTU, a área comporta mais de 4 mil toneladas de entulho. A companhia e o Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) montaram uma força-tarefa para identificar e punir os responsáveis pela série de crimes ambientais ocorridos no local.
Os trabalhos de apuração tiveram início em reunião realizada durante a tarde desta quinta-feira e também contam com a participação de representantes da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O gerente de Resíduos da CMTU, Gilmar Domingues Pereira, adiantou que algumas empresas já foram identificadas, mas preferiu não divulgar nomes. "A Sema fez o termo de apreensão do caminhão e abriu diligências para tentar localizar os responsáveis pelas outras empresas", disse. Segundo ele, a companhia não deve limpar o fundo de vale do João Turquino. "Vamos identificar os responsáveis, que deverão ser multados pelos crimes ambientais e, principalmente, obrigados a recuperarem a área de preservação permanente", destacou.


