Força-tarefa embarga 37 áreas
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Arapongas- Ainda não foi localizado o foco de um provável lançamento de produto químico na bacia do Ribeirão dos Apertados, o qual deixou a população de Arapongas sem água no dia 14 de agosto e nos dois últimos fins de semana. Uma força-tarefa foi fomrado para monitorar a região.
Conforme o fiscal Nelson Santos Pereira, do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), foram fiscalizados 113 quilômetros quadrados de bacia, totalizando 252 propriedades da Zona Rural. Do total, 43 propriedades foram autuadas e 58 autos de infração foram lavrados pelo IAP e policiais da Força Verde. Trinta e sete áreas foram embargadas, totalizando R$ 471 mil em multas.
Entre as principais irregularidades, Pereira citou a falta de mata ciliar em áreas próximas a nascentes e córregos, o lançamento de resíduos sólidos e efluentes a céu aberto, a disposição inadequada de embalagens de agrotóxicos, o desvio de cursos hídricos e a presença de gado em áreas de preservação permanente. Um produtor rural que possui duas pocilgas mal construídas foi autuado por descartar chorume no ribeirão.
''Já concluímos 97% do relatório e nesta semana iremos notificar os proprietários de áreas com irregularidades detectadas nos últimos dias de fiscalização'', informou o fiscal, ressaltando que na semana passada foi detectado o lançamento de um volume grande de óleo diesel numa unidade de captação de esgoto da Sanepar, que ainda deve ser investigado pela força-tarefa.
A partir das informações do relatório, o grupo gestor formado por órgãos ligados ao Programa de Gestão Ambiental Integrada em Microbacias irá preparar um plano de ações de curto, médio e longo prazo de gerenciamento da bacia dos Apertados. Conforme a diretora de Meio Ambiente da Sanepar, Maria Arlete Rosa, serão realizadas três campanhas quinzenais de monitoramento da qualidade da água e duas campanhas extraordinárias após a ocorrência de chuvas.
Para o promotor do Meio Ambiente de Arapongas, Élcio Sartori, mais do que autuar os poluentes, é preciso centralizar os dados e acompanhar a evolução dos casos. ''O processo penal só se encerra quando o poluente se compromete a resolver o problema ambiental. Hoje, notificações são feitas, mas não há o acompanhamento para ver se realmente houve a recuperação da área degradada.''


