Representantes da força-tarefa divulgaram ontem a redução de 41% no número de ocorrências policiais em Foz do Iguaçu, em dois meses de operação conjunta dos órgãos de segurança na cidade. Balanço do comando do 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM) revelou que em abril e maio foram verificados 2.705 registros policiais, contra 4.615 no mesmo período do ano passado.
Apesar da estatística positiva, as polícias não conseguiram conter os homicídios e houve um aumento no número de assassinatos. Em abril, primeiro mês de ação da força-tarefa, foram 18 e em maio 22. Entre os casos registrados, estão a execução de dos dois homens à luz do dia, com tiros na cabeça; a morte de um empresário que teria reagido a um assalto; e o assassinato de um motorista de ônibus de turismo no estacionamento de um hotel, no centro de Foz.
O comandante do 14º BPM, tenente-coronel Renato Ribeiro Peres, argumentou que nos dois meses anteriores à força-tarefa ocorreram 52 homicídios no município, contra 40 registrados em abril e maio. ‘‘O crime de assassinato é de difícil prevenção’’, disse.
Para o delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial (SDP), Luis Gilmar da Silva, as mortes estão ligadas diretamente ao comércio informal de mercadorias de Ciudad del Este (Paraguai). ‘‘Muitos acham que contrabando de cigarros e produtos eletrônicos não é crime. Isso não é turismo. Pelo contrário, os resultados têm sido mortes de pessoas envolvidas com essas práticas’’, observou o delegado, frisando que a próxima meta será combater a informalidade da fronteira.
Ainda segundo o relatório oficial, as ações conjuntas das polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária, Guarda Municipal, Receita Federal e outros órgãos de segurança da cidade resultaram na diminuição de 27% na quantidade de furtos e roubos de veículos e em 53% no porte de drogas. Outro dado é a remoção de pessoas para Cadeia de Três Lagoas: 261 em abril e maio de 2000, contra 148 no mesmo período de 2001.

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