O Grupo Especial de Combate ao Narcotráfico (Gecon), de Londrina, completou ontem dois meses atuando na cidade. Entre os resultados das operações realizadas pelo grupo, também conhecidoa como Força-Tarefa, está o número de traficantes retirado das ruas: 28 pessoas.
O projeto foi idealizado em julho deste ano, mas somente no dia três de agosto aconteceu a primeira operação. O Gecon integra policiais civis, militares e federais atuando em conjunto especificamente no combate ao tráfico de drogas em Londrina e região. Cada corporação disponibilizou homens para atuar espeficicamente nos casos. O delegado João Aquino de Almeida (Polícia Civil) e o tenente Gustavo Hauenstein (Polícia Militar) estão coordenando os grupos em operações diárias. ''O objetivo principal é estruturar o flagrante de maneira que traficante não seja enquadrado erroneamente como usuário. Se um criminoso está comercializando dez papelotes na rua, nós tentamos identificar o local onde ele guarda o restante da droga para daí dar o bote'', explicou Almeida.
Sobre as investigações ligadas à ''rota do narcotráfico'' na região, o delegado disse que a busca dos ''grandes'' está sendo feita, mas que leva mais tempo e mais estrutura. ''O Gecon é um embrião da futura delegacia anti-tóxicos. Quando ela estiver funcionando, teremos mais recursos materiais e humanos'', afirmou.
Para Hauenstein, além do bom desempenho do grupo, as denúncias feitas pela comunidade são outros fatores positivos que impulsionaram o trabalho do grupo. ''Cerca de 70% das prisões e apreensões foram conseguidas graças às denúncias anônimas. Temos também casos onde os pais nos procuram para denunciar traficantes que vendem drogas aos filhos'', destacou o tenente da PM.

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