Força dos ventos é a
alternativa mais usada
Apesar de limitações geográficas, a conversão de ventos em energia elétrica, chamado de força eólica é uma das alternativas de matriz energética que mais cresce no mundo. Segundo a Agência Internacional de Energia, até o final deste ano deve-se alcançar a marca de 10 mil Megawatts-hora (MWh) de energia eólica em 16 países industrializados. Há registros de conversão dos ventos em energia pelo homem desde 3,5 mil anos antes de Cristo.
No Brasil, o Fórum Permanente de Energia Renovável estima que até 2005 deverá haver 1,6 mil turbinas eólicas com capacidade máxima de 600 Kilowatts-hora (KWh) de produção cada uma. O objetivo é usar os ventos quase incessantes do litoral brasileiro para produzir energia elétrica. Este potencial é aproveitado atualmente apenas para bombeamento de água.
O Paraná possui a única usina experimental de energia eólica do Sul do País. Formada por cinco aerogeradores, a usina tem capacidade para produzir 2,5 MWh. A energia gerada em Palmas, Sul do Estado, está sendo adicionada ao sistema elétrico interligado do sul-sudeste-centro-oeste. Nesse projeto foram investidos R$ 3 milhões pela Copel, em parceria com a iniciativa privada.
Além do fato de não ser poluente, como as energias não renováveis, a eólica apresenta um dos custos mais baixos de produção. Ela consegue competir até mesmo com as hidrelétricas, variando entre US$ 40 e US$ 60 o MWh. Existem hoje no mundo 20 mil turbinas em operação. Entre as limitações para uso dessa matriz energética estão a ocorrência de ventos com velocidade acima de 20 metros por segundo, áreas com turbulência e raios.
Uma das principais reclamações da população norte-americana – principal usuário da matriz eólica – é a alteração na paisagem natural pelas gigantescas torres metálicas. Para resolver este problema, na Europa estão sendo instaladas turbinas em áreas de baixa profundidade marítima, distantes entre 1 km e 5 km do litoral.

mockup