Foram seis motins em 12 meses
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de junho de 2001
De Curitiba 
Esta é a sexta de uma série de rebeliões e incidentes ocorridos em presídios do Paraná no último ano. Por coincidência, o motim atual começou exatamente um ano depois que encerrou a primeira rebelião do ano passado, em 6 de junho de 2000, depois de 32 horas de tensão.
Vinte dias depois, durante uma greve dos agentes penitenciários, os presos se rebelaram novamente. Em julho, foi a vez dos detentos do Presídio do Ahú, que fizeram um movimento durante 28 horas.
Em outubro, aconteceu o maior e mais violento dos motins. A rebelião começou no dia 8 e só teve fim no dia 13, com a transferência de 16 presos para penitenciárias do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Em novembro, foi registrado mais uma pequena manifestação dos detentos da PCE.
Mortes A PCE também vem se revenlando o presídio mais violento do Estado. Somente este ano, foram registradas 11 mortes dentro da penitenciária. A última conteceu no dia 29 de março, quando José Golçalves de Lima, 38 anos, morreu com golpes de estoque. As mortes estariam ligadas a rivalidades dentro da PCE. (M.G.)


