Marccio W. Varella
O delegado Eduardo Mady Barbosa, de Nova Londrina, disse ontem que o empresário Osnir Sanches, 42 anos, dono da agência de detetives Depropar, de Paranavaí, acusado de contratar os serviços dos pistoleiros que desocuparam as duas fazendas, ‘‘corre sério risco de vida’’. Sanches está com prisão preventiva decretada há três dias e até agora não foi encontrado pela polícia. ‘‘Tenho quase certeza de que ele é o elo de ligação entre os pistoleiros e os donos das fazendas. Por isso, deve ter muita gente interessada em transformá-lo num arquivo morto’’, disse Barbosa.
Na casa de Sanches em Paranavái, na última quarta-feira, a polícia encontrou um capuz, oito lanternas, recibos de pagamento e uma agenda com telefones de fazendeiros da região. Ontem, Barbosa recebeu ofício do Conselho de Detetives do Brasil dizendo que Sanches não está registrado na entidade e, portanto, não tem autorização para trabalhar como detetive. O delegado afirmou também que Sanches não poderia contratar seguranças, pois, além de sua empresa não ser especializada no setor, ele não tem autorização da Polícia Federal.

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