Fome, vontade ou compulsão?
Para enfrentar a obesidade e buscar uma vida - e um corpo -mais saudável, a psicóloga Suzy Cristine Santos afirma que é necessário controlar os sentimentos, já que eles ''mandam'' no organismo. ''Eu sei que não posso comer muito doce, mas às vezes o desejo é tão forte que devoro uma caixa de bombom. O que manda em mim? Qual o significado disso?''
A psicóloga diferencia o que é comer com fome, com vontade ou quando se está ansioso. ''Quando eu estou com fome eu como o que tiver e acabou. A vontade é o que nos mede quando vamos fazer um churrasco: precisa ter carne de boi, frango e uma linguicinha, ela está ligada à nossa experiência de vida e às emoções'', explica a especialista, acrescentando que o comer por ansiedade, o compulsivo, não é vontade e nem fome. ''É uma coisa que a própria pessoa precisa entender. Tem gente que acorda no meio da noite para comer. Se você descobrir de onde vem a compulsão é possível pará-la'', destaca. A psicóloga diz que uma prova de que a alimentação está diretamente ligada às emoções é a gastrite nervosa, doença que muitas pessoas ansiosas possuem.
Segundo ela, uma das questões que motivam o ser humano a comer quando está ansioso, deprimido ou em luto vem da sensação de desprazer. ''A gente busca o princípio do prazer e as coisas que nos deixam bem e nos fazem felizes'', explica. ''Nem sempre o bebê chora de fome, mas a maioria das famílias dá leite nestas situações. Isso nos leva a acreditar, desde bebês, que quando estamos tristes, com dor ou carentes, estamos com desprazer e precisamos comer para aliviar esta sensação'', acrescenta, dizendo que quando comemos sentimos prazer e neste caso o problema estaria falsamente resolvido. (M.A.)





