Dorico da SilvaO taxista Brasil: ‘‘Não pego mais’’Se empresários e publicitários de Londrina estão animados com os panfletos, tem uma categoria que já não suporta mais receber tanto papel pelo vidro do carro: os taxistas.
‘‘Eu já nem pego mais. Porque não dá para pegar todo hora e isso é o dia inteiro. Depois eu vou jogar onde esse lixo onde? E vou fazer o quê com isso? Então não aceito’’, afirma o taxista Patrício Brasil, 44 anos, que trabalha num ponto da Rua Souza Naves (centro).
A mesma opinião tem o colega Demércio Maziero, 44 anos. ‘‘Em toda esquina que a gente passa tem uma pessoa distribuindo panfleto. E não é só no centro, não! Tem na cidade inteira. Eu ainda pego o folheto porque essa molecada está trabalhando, está tentando a vida. Só que, se contar, deve dar mais de 50 folhetos por dia. No final da tarde, vai tudo para o lixo’’, assegura.
Demércio afirma ainda que, pelo menos para ele, esse tipo de propaganda não tem resultado. Ele acredita que o profissional que trabalha com automóvel já tem uma oficina ou loja de autopeças de confiança, onde está acostumado a comprar. ‘‘Olha, se eu ganhar um prêmio na rua acabo jogando na lixeira, porque não leio nada dessas propagandas. Tem gente até que utiliza o papel para anotações. Mas não é meu caso. Eu jogo tudo fora mesmo!’’

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