Folha lidera pesquisa estadual sobre criança
Depois de alcançar a primeira colocação em nível nacional no estudo qualitativo sobre a cobertura relacionada à exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes, realizado pela Agência de Notícias dos Direitos da infância (Andi) e Instituto Ayrton Senna, a Folha de Londrina consolidou sua posição de destaque também em nível estadual. Ontem foi divulgado em Londrina o resultado da segunda edição da pesquisa sobre A Criança e o Adolescente na Mídia Paraná e o jornal novamente se posicionou no primeiro lugar em termos quantitativos, com 2.138 inserções em todo o ano de 2001, de um total de 9.143.
O estudo foi realizado pela Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência (Ciranda) que se baseou nas edições de oito jornais paranaenses entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano passado. Além da Folha, foram avaliados a Gazeta do Povo, Gazeta do Paraná, Gazeta Mercantil, Jornal do Estado, O Estado do Paraná, O Paraná e Primeira Hora. Os Estados da Amazônia, Bahia, Pernambuco, Santa Catarina e Minas Gerais também realizaram pesquisa similar.
O trabalho, que integra o calendário de eventos relativos ao Dia Nacional de Luta contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, marcado para amanhã, foi apresentado pela coordenadora do projeto Rede Andi no Paraná, jornalista Lilian Romão.
De acordo com ela, a pesquisa classificou as reportagens dentro de 20 temas, entre eles educação, direitos e justiça, drogas, educação, exploração e abuso sexual, saúde e Aids, terceiro setor e violência, que por sua vez, se dividiram em uma série de subtemas. Queremos provocar uma cobertura cada vez mais propositiva dos jornais, completa Lílian.
A pesquisa revelou que os veículos ainda se pautam muito pelo factual e em informações de órgãos oficiais. A falta de dados estatísticos mais precisos é também um obstáculo para que se tenha uma cobertura mais realista. Identificados os problemas, o desafio da Ciranda, agora, segundo Lílian, é fazer com que a cobertura se amplie para a contextualização social do problema. Outra descoberta importante é que as matérias relativas ao Estatuto da Criança e do Adolescente se restringem à questões como inimputabilidade e maioridade penal e deixam de lado a cobertura dos direitos básicos das crianças, como educação e saúde. A Folha foi o jornal que recebeu notas mais altas dos índices qualitativos que valorizam as matérias, ressalta a jornalista.
Se qualitativamente os jornais ainda caminham na direção mais apropriada, quantitativamente a jornalista afirma que a criança definitivamente tem espaço na mídia. Somente na Folha de Londrina, o número de matérias envolvendo crianças e adolescentes cresceu cerca de 15% entre 2000 e 2001 e os temas mais debatidos foram educação, violência, direitos e justiça. Mas as crianças e adolescentes ainda não têm a mesma importância nos espaços mais opinativos dos jornais. De forma geral, nos editoriais o tema cresceu apenas 1,4% no mesmo período.





