Em seus 50 anos de circulação, a Folha de Londrina/Folha do Paraná tem ajudado a escrever a história do Paraná e de seus municípios. O jornal liderou importantes campanhas estaduais como a de implantação do Iapar em Londrina, a de criação de várias universidades estaduais e a das eleições diretas para a escolha de prefeitos nos municípios de fronteira.
A influência da Folha na história do Paraná não está restrita apenas aos grandes temas estaduais. Com sua linha editorial somada à ação empresarial, o jornal tem participado do dia-a-dia de cada uma das 488 localidades nas quais circula e é referência indiscutível no cotidiano da população que vive nas localidades do Oeste e Sudoeste do Estado.
Em fevereiro passado, por exemplo, uma reportagem da Folha provocou o lançamento da campanha ‘Sou de Foz. Sou da paz’. Há cinco meses, o caderno Folha Cidades publicou uma matéria mostrando que os índices de criminalidade em Foz do Iguaçu são maiores que os registrados em São Paulo e no Rio de Janeiro.
No SudoesteEquipe da Folha em Foz: Edna Mendes, Ney de Souza, Antonio Carlos Grafietti, Lúcio Flávio Moura, Magda Carvalho e Valmir Dernardin‘‘A repercussão dessa matéria foi tão grande que várias entidades se organizaram e lançaram a campanha pela paz. Com base na matéria da Folha, o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo está analisando projeto de instalação de um escritório avançado em Foz’’, conta o jornalista Valmir Dernardin, coordenador da sucursal da Folha em Foz.
Outro exemplo da influência da Folha no dia-a-dia do Estado foi a publicação da série ‘Fronteira Livre’. ‘‘No início da década de 80, publicamos dez páginas de reportagens mostrando os prejuízos causados aos municípios de fronteira pela intervenção federal. Esses municípios não podiam eleger seus prefeitos e a Folha promoveu uma verdadeira campanha pelo fim desse sistema’’, lembra o jornalista Paulo Pegoraro, coordenador da sucursal do jornal em Cascavel. A repercussão da série ‘Fronteira Livre’ fez com que a Assembléia Legislativa do Paraná concedesse à Folha e a Pegoraro uma Menção Honrosa.
A Folha foi o primeiro jornal de circulação estadual a instalar estrutura jornalística e representações na região Oeste. A sucursal de Cascavel, por exemplo, foi criada ainda no final da década de 60. Nas últimas quatro décadas, a Folha cresceu junto com o Oeste e Sudoeste do Paraná. O jornalista Paulo Pegoraro vive essa história há 20 anos como repórter da Folha baseado em Cascavel, de onde conquistou vários prêmios com o trabalho, entre eles dois ‘Paraná de Jornalismo’, um concurso da Ferroeste e um sobre produção de alimentos, da FAO em parceria com o Ministério da Agricultura.
Essa identidade do jornal com a comunidade faz com que muitos prefeitos da região procurem a redação do jornal quando buscam atenção e recursos do governo do Estado. ‘‘Sabe-se que uma reportagem publicada pela Folha mostrando as dificuldades dos municípios tem repercussão em outras esferas do poder e na sociedade em geral’’, afirma Pegoraro. ‘‘A Folha é um referencial de credibilidade e identidade para toda a região’’, acrescenta Dernardin. ‘‘Os principais formadores de opinião da região pedem para ter seus artigos publicados na Folha sob o argumento de que em outros jornais a repercussão não é tão grande’’, completa o jornalista de Foz do Iguaçu.
Essa relação de identidade existe também com os leitores comuns do jornal. A proprietária de um conservatório de música em Cascavel, por exemplo, chegou a cancelar a assinatura da Folha, em protesto por não ver divulgada no jornal a foto de sua filha, vencedora de um concurso estadual de piano. Com o lançamento da coluna social assinada pela jornalista Magda Carvalho para a região Oeste, o assunto garantiu espaço e a leitora voltou a assinar o jornal. Pegoraro e Dernardin afirmam que a criação de novos espaços dentro da Folha tem levado a ótimos resultados no processo de estadualização do jornal. ‘‘Estamos conseguindo ser mais abrangentes em todas as regiões do Estado’’, concordam os dois.
A coluna social da jornalista Magda Carvalho é um dos espaços criados pela Folha para ampliar seu noticiário e aproximar o jornal do leitor. ‘‘A repercussão da coluna na região Oeste tem sido muito boa. Por ser um jornal estadual e por sua qualidade editorial e gráfica, a Folha é o espaço em que todos que são notícia querem aparecer’’, afirma Magda.
O colunismo social da Folha, que se diferencia dos demais jornais pelo perfil jornalístico e informativo, tem sido um dos principais fatores de integração de quatro importantes cidades das regiões Oeste e Sudoeste do Estado: Foz do Iguaçu, Cascavel, Pato Branco e Francisco Beltrão. O sucesso dessa fórmula é tão grande que 40% das ligações telefônicas recebidas pela sucursal da Folha em Foz são para a jornalista Magda Carvalho.Arquivo FolhaNo OesteEquipe da Folha em Cascavel (da esq. para direita): Marinaldo Pegoraro, Cláudia Vanassin, Gerson da Luz Souza, Edson Mazzetto, Sirley Lopez e Paulo Roberto PegoraroJornal sempre abriu espaço para as lutas comunitárias e se destaca como principal veículo de comunicação das duas regiões

mockup