Folha desvenda mistério sobre morte de homônimo
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sábado, 30 de novembro de 2002
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
Uma família de Londrina tomou um grande susto ao abrir o primeiro caderno da Folha do último sábado, dia 23 de novembro. Tudo porque, na seção Geral, uma matéria da Agência Estado noticiava a morte de Cristiano Rocha Queiroz, 25 anos, que foi atropelado por um empresário no Brooklin (zona sul da cidade de São Paulo), a quem tentava assaltar.
A confusão toda foi causada porque o morto era homônimo de Christiano Rocha de Queiroz, de Londrina, que também tem a mesma idade do assaltante. ''Fiquei com muito medo porque, há dois anos, perdi minha carteira de identidade e nunca a recuperei. Temi que esse Cristiano pudesse estar utilizando meu documento'', explica Christiano. Nem as pequenas diferenças em relação ao nome transcrito no texto (um 'h' a mais e a presença do 'de') tranquilizaram a família do jovem londrinense.
''O repórter poderia ter esquecido algum detalhe ao escrever o nome, por exemplo. Nome quase idêntico, mesma idade. É muita coincidência'', explica a mãe de Christiano, Elvira Rocha de Queiroz. O alívio só veio na manhã de ontem, quando a reportagem da Folha apurou junto à Polícia Civil de São Paulo que o Cristiano morto na capital paulista tinha número de RG totalmente diferente e outra filiação; e que os pais do assaltante reconheceram o corpo.
Antes de ser informado, Christiano não parou de pensar nas preocupações que a coincidência poderia acarretar. ''Se fosse o meu RG mesmo, imagina, com este rapaz morto, eu poderia ter documentos anulados, nome nos bancos cancelado. Faço parte de uma equipe de caiaque-pólo, iria viajar por todo o Brasil com uma situação desta'', afirma o jovem.


