A notícia de que a Secretaria de Saúde de Londrina municipalizou o serviço de tratamento odontológico prestado pelo Centro de Saúde Especial Bárbara Daher, em Londrina, foi recebida com temor por entidades da região que trabalham com portadores de necessidades especiais. A Folha ouviu duas das dezenas de entidades que têm pacientes em tratamento no centro e eles alegam que o serviço especializado oferecido é fundamental.
A diretora pedagógica da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Rolândia (25 km a oeste de Londrina), Juracides Silva Berbel, comentou que ''se o tratamento não for estendido para os demais municípios, as entidades vão ficar numa situação muito ruim''. Ela alegou que a clínica conta com equipe técnica completa, incluindo profissionais especializados, que fazem a diferença em comparação com o tratamento oferecido por outros dentistas. ''Como Londrina é um grande centro, nada mais justo do que eles oferecerem o tratamento'', apontou.
''Essa foi uma péssima notícia para nós'', criticou a presidente da Apae de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), Eunice Garcia Campanhol. Ela apontou que a entidade paga um salário mínimo por mês para a ONG tratar de cinco pacientes. ''Eles têm profissionais habilitados e que se dispõem a assumir as responsabilidades tratando de pacientes graves'', destacou.
A Folha contatou o gabinete da chefia da 17 Regional de Saúde para saber da situação dos pacientes da região, mas até o fechamento desta edição não teve retorno.(L.A.)

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