"Foi uma fatalidade", afirma Belinati sobre morte de fiscal da Zona Azul
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, lamentou com um dia de atraso a morte da monitora da Zona Azul, Ellen Cristina de Oliveira, 34 anos, atingida por um galho de aproximadamente dez metros de comprimento que se desprendeu de uma árvore do Bosque Municipal. O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira (18) e a monitora faleceu na madrugada do dia seguinte, na Santa Casa de Londrina. Belinati chamou de "fatalidade" o ocorrido e disse que o município estuda meios de agilizar o processo de poda e erradicação de árvores na cidade.
Segundo Belinati, o município tem apenas três podadores, todos eles na faixa dos 60 anos de idade, e que não conseguem atender a toda a demanda. Para solucionar a questão, disse o prefeito, foi feita uma reunião com toda a equipe técnica da prefeitura na qual concluiu-se que a melhor alternativa seria extinguir o cargo de podador para que se pudesse fazer um novo modelo de gestão da poda, com a contratação de uma empresa terceirizada, assim como já acontece com os serviços de capina e roçagem. "Esse projeto já foi inclusive aprovado na Câmara de Vereadores e esse vai ser o novo modelo. Eu lamento profundamente o que aconteceu com essa moça, é uma fatalidade, mas a gente já vinha trabalhando com isso porque era uma deficiência que o poder público tinha há muitos anos em Londrina." Para o novo modelo de gestão, explicou Belinati, serão necessárias a aprovação final e a sanção do projeto de lei que extingue o cargo de podador.
No momento, informou o prefeito, o município está atendendo os pedidos de poda e erradicação feitos em 2009. Com a mudança na forma de gestão, ressaltou ele, a expectativa é que se tenha duas linhas de trabalho. Uma para atender as demandas recentes e outra para resolver o passivo anterior. "Não dá para falar em prazo, mas é um processo demorado para se colocar todos os pedidos em dia", reconheceu Belinati.
Sobre a manutenção no Bosque, especificamente, Belinati destacou que o problema naquele espaço são as árvores nativas, que só podem receber intervenções mediante licença do IAP (Instituto Ambiental do Paraná). "O problema é que são árvores muito grandes e árvores nativas. Então, elas não são tratadas como árvores comuns. Depende de todas as avaliações e autorizações ambientais para que você possa fazer qualquer coisa. Mas se a árvore não é nativa, não existe problema nenhum. Essa questão está sendo trabalhada pela Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) junto com o IAP."


