'Foi um absurdo', diz supervisor
Foi um absurdo, diz supervisor
O supervisor do Terminal Urbano de Londrina, Emerson Miguel Petriv, diz que até hoje não entende como João da Silva passou a noite ali sem que ninguém o socorresse. Eu achei um absurdo. No dia seguinte conversei com os funcionários para saber o que havia acontecido e ninguém tinha visto nada. Segundo Petriv, que está há um ano e meio no cargo, a Comurb mantém quatro funcionários (contratados através da empresa Tamara) que se revezam 24 horas por dia para fazer a ronda do terminal e atender pessoas em dificuldade ou com problemas de saúde.
Ele explicou que existe um convênio com o Transporte Emergencial Centralizado (TEC) para atender as pessoas que venham a passar mal dentro do terminal. Há 12 placas espalhadas por todo o terminal orientando as pessoas a ligar para o telefone 192 em caso de doença. De acordo com a mulher de João, Antonia, as placas foram colocadas depois que o marido sofreu o derrame. Petriv afirma, porém, que em abril do ano passado elas já existiam.
O supervisor também explica que as pessoas encontradas embriagadas no terminal são encaminhadas para o programa Noite Fria, que dá abrigo a essa população. No caso de menores, os funcionários estão instruídos a contatar o Projeto Ammigo, desenvolvido pela Secretaria de Ação Social do município. Segundo Petriv, a grande maioria dos usuários procura o guichê de informações quando vê alguém passando mal.
A administração do terminal mantém um livro de registro de todas as ocorrências atendidas pelo TEC, no qual consta o nome da vítima, idade, data, horário e hospital para onde foi encaminhada. Em 11 anos de Terminal Urbano, o Siate só foi chamado quatro vezes para prestar socorro. Uma delas foi no dia 30 de março, quando Ana Helena Piccinin, de 71 anos, foi atropelada por um ônibus da empresa Francovig e faleceu.(S. L.)





