Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
Apesar do clima tenso entre as chapas que disputam a eleição para as diretorias da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), transcorreu com tranquilidade e sem registro de incidentes o dia de votação, ontem, em todo Estado. Até às 19 horas, cerca de 70% dos mais de 50 mil professores e funcionários de escolas públicas estaduais haviam votado. O processo seria encerrado às 21 horas, em seguida começaria a apuração dos votos, no Colégio Estadual Rio Branco, em Curitiba.
As urnas vindas do interior serão abertas primeiro. O resultado oficial só deverá ser divuldado dentro de três dias. A demora é justificada pela grande quantidade de votos feitos em separado; dos associados que não estavam em dia com a mensalidade da APP.
Pela previsão do atual presidente da entidade, Romeu Gomes de Miranda, que concorre à reeleição, a primeira parcial da eleição deve ser anunciada hoje à noite. Até às 23 horas, estima Miranda, 80% dos votos deverão estar computados. ‘‘Devemos vencer com 70% dos votos em todo Estado’’, dizia Miranda ao final da tarde. Ele teve apoio dos militantes da ala mais radical do PT e pelo PSTU.
O otimismo era o mesmo para o outro candidato, Florisvaldo de Souza, diretor de sindicalizados da APP-Sindicato, que contou o apoio de diversos partidos de oposição ao governo do Estado, como PDT, PT (da ala mais ‘‘soft’’), PMDB, PC do B, entre outros. ‘‘Vamos ganhar com a maioria dos votos de Curitiba, Londrina, Maringá e Ponta Grossa’’, cantabilizou.
Em Curitiba as eleições tiveram urnas fixas no Colégio Estadual e Instituto de Educação e mais de 500 urnas volantes que foram levadas às escolas. Além da eleição para a presidência da entidade, foram escolhidos os novos diretores dos 23 núcleos regionais. Todos os cargos têm mandato de três anos.

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