Foi o terceiro homicídio à luz do dia em novembro
O assassinato de Alessandro Nascimento da Silva foi o terceiro homicídio à luz do dia este mês em Londrina. Na terça-feira passada, o agropecuarista Márcio Luz Rodrigues Alves foi executado por volta das 9 horas da manhã, na esquina das ruas Mato Grosso e Espírito Santo, no centro da cidade, vítima de uma disputa por terras.
No dia 2 de novembro, o operário Natanael Martins Valério, 46, foi morto em frente a um bar no jardim Ouro Branco (zona sul), às 11 horas da manhã, pelo amante de sua mulher. Nenhum dos acusados pelos crimes foi preso.
Para o advogado Arthur Piancastelli, presidente do Conselho Comunitário de Segurança, estes homicídios demonstram a banalização da violência e da impunidade. Os responsáveis pelas mortes não temem a ação policial e a Justiça, por isso continuam agindo, afirmou.
O delegado-chefe de Londrina, Gilson Garret Algauer, acredita que a demora na solução dos crimes se justifica pela morosidade na reformulação do Código de Processo Penal. As leis existentes são muito antigas, não se aplicam à nossa realidade. É preciso criar mecanismos para agilizar os processos, disse.
Ele acrescentou que a estrutura policial de Londrina também não acompanhou o crescimento da cidade. Temos apenas um plantão, quando seriam necessários seis distritos funcionando durante o dia e a noite. As cinco varas criminais também são insuficientes. Além dos três homicídios já citados, a polícia tinha registrado, até ontem de manhã, outros dois homicídios acontecidos neste mês.
Na noite de domingo, Reginaldo Jacinto sobreviveu a uma tentativa de homicídio na Avenida Leste-Oeste, no centro de Londrina. Após se desentender com cinco rapazes na casa de dança Viola de Ouro, ele deixou o recinto e foi seguido. Jacinto foi atingido por dois disparos de arma de fogo e golpes de tijolo na cabeça. A assessoria da Santa Casa de Londrina informou ontem à tarde que ele tinha sido operado e passava bem. (C.A.)





