Foi o dia mais feliz da minha vida
Londrina - Valéria e Andressa (nomes fictícios) ainda temem o preconceito e preferem não ser identificadas. O relacionamento começou há 13 anos e resistiu aos obstáculos impostos pelas duas famílias. Após um curto período de namoro, Valéria foi proibida de se encontrar com Andressa e teve que viajar para Altônia, a 350 Km de Londrina. As duas ficaram separadas pelo período de um ano, quando Valéria decidiu voltar.
O namoro foi retomado, mas os pais de Andressa a obrigaram a fazer uma viagem para Portugal. Ela permaneceu na Europa durante quatro anos e meio, mas o relacionamento continuou à distância, por telefone e internet. "A gente se falava quase todos os dias", contou Valéria.
Na volta ao Brasil, Andressa não avisou a família. As duas passaram a morar juntas e revelaram a notícia dias depois. "Eles demoraram a aceitar, mas hoje a gente se relaciona bem. A gente pode frequentar as casas dos parentes e tudo mais", disse. Alguns familiares ainda não aceitaram a relação, mas o casal prefere não insistir.
O casamento civil foi celebrado com muita emoção em novembro do ano passado. Parentes e amigos participaram da realização do sonho. "Parecia que faltava só isso para eu ser realizada. Eu tive um ataque de choro. Foi o dia mais feliz da minha vida! Eu não imaginava que a gente conseguiria chegar nesse ponto. A hora que eu assinei o papel, eu fiquei muito feliz. O olho dela brilhava muito e o amor só aumentou", contou Valéria, emocionada com as lembranças. (V.C.)





