O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, disse ontem que vai abrir um inquérito policial militar (IPM) para apurar internamente os fatos e adiantou que já reteve preventivamente os dois PMs mais envolvidos na confusão. Foram eles que chegaram na primeira viatura e discutiram com os rapazes na festa. ''Vamos resguardá-los no quartel até por medida de segurança, para garantir a proteção e defender a integridade deles, até que se conclua o inquérito militar'', informou o comandante.
Questionado se viu excesso na ação dos policiais, já que as evidências indicam que nenhum dos rapazes estaria armado, Manoel da Cruz Neto disse que precisará se inteirar dos fatos para emitir uma opinião. ''Para mim foi um acidente de trabalho, que acabou resultando na morte de um cidadão. Com certeza os policiais não tiveram intenção'', afirmou.
O tenente-coronel disse que só depois de concluído o laudo do IML e do Instituto de Criminalística é que a causa da morte poderá ser esclarecida. ''E a Justiça, por meio do Ministério Público, é que irá elucidar os fatos e os responsáveis''.
Como o comandante não estava em Londrina ontem pela manhã, quem ficou responsável por ouvir os PMs após o incidente foi o major Altivir Cieslak. ''O major já tomou depoimentos de todos os envolvidos, inclusive dos moradores, e a Polícia Civil também ouviu as partes para abrir um inquérito policial'', acrescentou Manoel da Cruz Neto. Ele disse que o problema se iniciou quando a PM foi acionada para apurar uma reclamação de som alto no local e que quando a primeira viatura chegou, os policiais foram desacatados. ''Foi quando começou o entrevero que acabou nessa tragédia''. O tenente-coronel admitiu que ''várias viaturas'' foram até o local para dar reforço, confirmando o relato dos moradores. Segundo eles, quatro viaturas do Pelotão de Choque e mais ''duas ou três menores'' estiveram no local. (J.K.)

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