Estudante do terceiro ano do ensino médio do Colégio Estadual Professora Adélia Dionísio Barbosa, Rafael Jonata da Silva Santos, 17 anos, aprendeu na prática como criar e administrar uma empresa de blusas femininas quando participou, com outros 25 alunos, do Junior Achievement no ano passado.
''Fizemos pesquisa de mercado, escolhemos o produto, vendemos ações para juntar o capital e comprar os materiais para a fabricação das blusas. Vendemos os produtos em feiras e com o dinheiro arrecadado, pagamos as despesas, os salários, devolvemos o lucro aos acionistas e o que sobrou foi para doação'', explica Rafael.
Ele conta que o grupo se reunia semanalmente no colégio, no contraturno escolar, para produzir as blusas. E os alunos eram divididos em diretoria e funcionários, cada um com uma função específica dentro da empresa. ''É um projeto de grande preparo para o aluno que pensa alto e quer seguir carreira.''
De um projeto escolar para um curso técnico em mecânica industrial para um estágio remunerado numa grande empresa: a história do estudante Luiz Henrique Tamos de Carvalho, 16, é exemplo de sucesso dentro do Junior Achievement.
''Não tinha noção nenhuma de como funcionava uma empresa quando resolvi participar do projeto e o interesse só foi crescendo. Daí surgiu a vaga no Senai, fiz a prova e passei. Depois veio o estágio e hoje recebo um salário mínimo que gasto comigo mesmo'', relata Luiz, que pretende cursar a faculdade de engenharia quando terminar a formação técnica. ''Foi a minha porta de entrada para o mercado de trabalho.''
Com apenas 13 anos, Lucas Marques Silva Terciotti, aluno da oitava série do Colégio Maxi, participa das etapas do Junior Achievement desde a quinta série e para ele, o projeto foi revelador. ''Desde pequeno gostava de robótica e mecatrônica, mas participar do programa me abriu os olhos para outras possibilidades. Hoje penso em estudar arquitetura ou marketing'', confessa. (M.G.)

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