O Brasil está jogando melhor que na Copa do Mundo de 1994, na opinião do dono da loja Fogos Lanza Show, André Luiz Lanza Lopes. Mas as vendas de fogos de artifício, neste Mundial, até agora não chegaram nem à metade das daquele ano, na mais antiga loja do ramo em Curitiba.
Desde o início da Copa, em 10 de junho, foram vendidas dez mil dúzias de fogos. Pode ser pouco em relação a 1994, mas é o dobro quando se compara ao resto do ano, exceto dezembro.
Mensalmente a loja vende cinco mil dúzias de fogos. Duas mil são para os consumidores diretos. As outras três mil são usadas em eventos, como shows, feiras e rodeios.
Nem a época das festas juninas garante boas vendas. ‘‘Em 1976, vendíamos mais fogos nas festas juninas que no final do ano.’’ Hoje, se, em junho, as vendas não chegam a cinco mil dúzias, em dezembro, elas alcançam a casa das 40 mil dúzias. O fim de ano é o pico de vendas para as casas de fogos. Copa do Mundo e eleições para prefeito também ajudam.
Comemoração - O motorista de caminhão Jorge da Paixão Terrinha, de 26 anos, costuma comprar fogos em todas as Copas. ‘‘Acho que o torcedor tem que comemorar. É bom fazer um barulho: dá sorte e alegria.’’
Nesta Copa, Terrinha diz que já gastou R$ 1 mil em fogos. Ele sempre assiste aos jogos com a família - 15 pessoas. ‘‘A cada gol, tem alguém preparado para soltar os fogos.’’ O motorista esperava que o Brasil ganhasse de 3 a 0, no jogo de ontem. ‘‘Se o Brasil perder, não quero nem pensar. Vou ter que guardar os fogos para o Atlético.’’

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