Curitiba - Muito além de colorir e animar as festas de final de ano, os fogos de artifício podem causar problemas sérios quando utilizados de maneira incorreta. São lesões, queimaduras e até amputações, que prejudicam o começo do novo ano e às vezes deixam marcas pelo resto da vida.
Na passagem do dia 31 de dezembro do ano passado para 1º de janeiro deste ano, os acidentes decorrentes de fogos de artifício foram responsáveis por 27 atendimentos nos hospitais Evangélico (HE) e do Trabalhador (HT). Apenas neste mês foram 20 procedimentos no Evangélico, e, do dia 24 a 30 de dezembro, 17 atendimentos. ''São várias lesões: feridas, queimaduras por todo o corpo, perda ocular e auditiva. O que mais acontece são queimaduras e perda da mão inteira'', explica o médico ortopedista, especialista em cirurgia da mão do HT, Ricardo Klempp Franco. O diretor-geral do hospital, Geci Labres de Souza Júnior, complementa que o perfil predominante das vítimas são os jovens do sexo masculino.
Os acidentes mais comuns acontecem quando o usuário segura o artefato com a própria mão, sem fixá-lo em um suporte seguro, ou ainda não respeita a distância recomendada. O consumo de álcool é um fator que aumenta os riscos de acidentes. Para que isto não aconteça, o presidente da Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifício do Paraná, Rodolpho Aymoré Júnior, sugere a eleição do ''fogueteiro da rodada'', pois é fundamental que a pessoa a manusear os foguetes não tenha consumido bebidas alcóolicas.
A segurança é indispensável também no momento da compra. Além de adquirir produtos licenciados, as lojas que vendem estes materiais devem ser especializadas. Um levantamento da associação aponta que 80% das lojas que comercializam fogos de artifício são clandestinas. Na Capital, são 35 estabelecimentos licenciados e aproximadamente 1,4 mil sem licença. ''Os consumidores não devem comprar em lojas clandestinas, de fundo de quintal, em que os funcionários não têm treinamento e não dão nenhuma instrução ao cliente'', alerta.
Serviço - Mais informações com Rodolpho Aymoré Júnior, pelo fone (41) 9255-5453

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