Fogo sobrenatural destrói casa
Um fenômeno paranormal deixou desabrigada a família de Rose Alves de Lima, 25, em Mandaguari (33 quilômetros de Maringá). Por cerca de 15 dias ela conviveu com um fenômeno que fazia surgir, a qualquer hora do dia, focos de incêndio pela casa onde residia. O fogo, primeiro, destruiu a maioria dos móveis de Rose e a obrigou a deixar a casa.
Na tarde de anteontem, o fogo reapareceu e destruiu a casa da mãe dela, para onde Rose havia se mudado junto com os três filhos menores e o companheiro. A casa de madeira foi totalmente destruída. Rose, os filhos, o companheiro, a mãe e uma irmã estão abrigados no salão comunitário do Jardim Boa Vista.
O fenômeno se manifestou pela primeira vez quinta-feira da semana passada, na casa onde Rose morava com os filhos e o companheiro. Era início da tarde, quando os vizinhos perceberam uma fumaça saindo da casa de Rose. Eles se mobilizaram e apagaram as chamas. Os vizinhos e a própria vítima imaginaram que poderia ter sido um curto-circuito. Quando Rose voltou à casa o fogo recomeçou.
Marcos NegriniVizinhos observam o que restou da casa após a ocorrência do fenômenoSexta-feira de manhã, o fenomeno se repetiu, deixando Rose e a família mais assustados. O fogo surgiu primeiro no guarda-roupa. Para apagá-lo, ela afirma que jogou água, molhando também algumas peças de roupa. De repente, contou, o fogo reiniciava na própria peça de roupa molhada. Os vizinhos e profissionais da imprensa local presenciaram quando um foco de incêndio começou no sofá e rapidamente consumiu as almofadas.
Diante da curiosidade dos vizinhos e do medo de novas manifestações do fenômeno, Rose mudou-se para a casa da mãe, na sexta-feira. Terça-feira, o fenômeno voltou a se repetir, mas a família conseguiu controlar os focos de incêndio que iniciavam do lado de fora da casa. Anteontem, quando ela trocava o bebê de cinco meses, o fogo surgiu na sala, atingindo o sofá.
A mãe de Rose havia acabado de chegar e pediu ajuda. Vizinhos tentaram apagar as chamas, mas foi impossível controlar o fogo. Em 20 minutos a casa estava totalmente destruída, disse Robson, 16 anos, um dos vizinhos que tentou ajudar no controle do incêndio. Todos os móveis, roupas e alimentos foram destruídos.
Rose e a mãe dela não quiseram dar declarações ontem à Folha. Elas estão abatidas e assustadas. Padres, pastores e estudiosos do fenômeno já estiveram no local. A Prefeitura, através da Secretaria de Assistência Social está coordenando uma campanha de ajuda.
Para a estudiosa de fenômenos paranormais da Universidade Estadual de Maringá, Carmen Rocha, o fenômeno que está ocorrendo em Mandaguari se manifesta através de um tipo de energia paranormal de alguém. A manifestação, segundo ela, se dá de forma inconsciente. Este tipo de energia favorece algo parecido com a combustão. O único problema, segundo Carmen, é que a ciência não tem explicação para o tipo de combustão que estaria ocorrendo em Mandaguari, onde foi constatado fogo a partir de peças de roupas molhadas e em campo aberto.Marcos NegriniPerda totalA casa foi totalmente destruída pelo fogo que surgiu no sofá; família está abrigada em centro socialLucinéia Parra





