Fogo destrói prédio da Universidade Tuiuti
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quinta-feira, 07 de fevereiro de 2008
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Ainda não eram conhecidas, ontem, nem as causas nem a exata extensão do incêndio que destruiu boa parte do prédio do campus Champagnat da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). O fogo começou no início da noite de terça-feira. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 19h35, mas apesar de ter chegado rapidamente ao local, já encontrou o prédio tomado pelas chamas.
Segundo o major Carlos Alberto Mascarenhas Machado, os bombeiros vieram inicialmente com quatro viaturas, mas assim que viram o potencial do fogo, solicitaram apoio. Ao todo, 60 bombeiros e 18 viaturas foram mobilizados para o trabalho. Técnicos da Sanepar também estiveram no local para fazer uma manobra direcionando mais água para aquela região.
''O início foi difícil porque o edifício inteiro foi tomado pelas chamas'', disse o major, ressaltando que, por tratar-se de um prédio antigo que tinha praticamente toda sua estrutura (piso, paredes e teto) em madeira, o fogo se alastrou rapidamente. O vento forte também ajudou a espalhar o fogo. Só depois de quase quatro horas de trabalho os bombeiros conseguiram extinguir os principais focos do incêndio. E só por volta de 3 horas as chamas foram controladas. Ontem, três viaturas ainda permaneciam no campus para controlar possíveis novos focos.
Segundo os vizinhos, o fogo alto era assustador. ''Parecia uma fogueira'', diz o estudante Evandro Mariot, que mora em frente ao prédio. Ele conta que chegou a sentir cheiro de queimado antes de ver o fogo, mas achou que vinha de algum local mais longe. Já sua vizinha, Doralice Araújo, não estava em casa quando tudo começou. ''Eu não pude chegar em casa porque a rua estava interditada. Saía muita faísca e senti medo do que pudesse acontecer'', diz.
Ontem, peritos do Instituto de Criminalística e técnicos da Comissão de Segurança de Edificações de Imóveis da Prefeitura de Curitiba estiveram no local para coletar material e verificar a estrutura do prédio. A partir da análise dos dois órgãos serão emitidos laudos sobre as causas do acidente e as condições de funcionamento da parte do imóvel que não foi atingida pelo fogo.
Funcionários, alunos e professores se concentravam, ontem, na frente do prédio, para ter notícias sobre a extensão do incêndio. O vice-governador Orlando Pesutti também esteve no local para prestar solidariedade.
Na avaliação do major Carlos Alberto Mascarenhas Machado, do Corpo de Bombeiros, pelo menos metade do prédio foi destruída pelo fogo. Mas, segundo João Henrique Faryniuk, diretor da Faculdade de Ciências Biológicas e da Sa© úde da UTP, que funciona naquele campus, a extensão do incêndio foi bem menor do que se imaginou inicialmente. ''Dois terços da faculdade estão preservados'', garantiu.
No campus do Champagnat estudam 3,2 mil alunos de 14 cursos da área da Saúde, entre eles Medicina, Veterinária, Enfermagem, Odontologia e Psicologia. De acordo com Faryniuk, o fogo atingiu três clínicas, de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, nove das 49 salas de aula existentes e a capela.
Apesar do transtorno, o calendário será mantido. As aulas começam segunda-feira, dia 11, como estava previsto, mas os alunos serão relocados para os outros quatro campi da UTP, no Barigui, Mossunguê e Schaffer. A partir de sábado os alunos podem conferir os locais de aula pelo telefone 0800-41-0800 ou no site da universidade. Os laboratórios dos outros campi, segundo Faryniuk, serão adaptados para realizar em no máximo dois meses as aulas práticas dos cursos de saúde. A universidade também já entrou em contato com a Secretaria Municipal de Sa© úde para relocar os pacientes do SUS que estavam em atendimento nas clínicas.


