Um incêndio que começou no final da tarde de sexta-feira no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, não tinha sido controlado até o fechamento desta edição, ontem. O fogo começou na área do parque que é restrita à visitação, destinada à preservação da fauna e flora regionais. Duas brigadas do Corpo de Bombeiros de Ponta Grossa trabalharam durante toda a madrugada na tentativa de controlar o fogo.
Segundo o chefe do escritório regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Ponta Grossa, Cyrus Augustus Moro Galdin, esse deve ser um dos maiores incêndios no local. ‘‘Vamos fazer o levantamento após o controle total do fogo, mas a área queimada até aqui pode ficar próxima a 500 hectares’’, disse. No dia 21 de novembro do ano passado aconteceu a maior queimada no parque de Vila Velha, que destruiu 540 hectares de flora nativa.
Uma andarilha que diz ser paraguaia foi presa em flagrante próximo do incêndio no início da noite de sexta-feira pela Polícia Florestal. Arcênia Ramirez, 30 anos, confessou ter feito uma fogueira para se aquecer porque estava muito frio. Ela disse estar acompanhada de dois conhecidos, mas a polícia não conseguiu encontrar os outros suspeitos, que entraram no mato.
A mulher está presa na 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa. Arcênia não soube explicar como conseguiu chegar a área restrita à visitação. Policiais que detiveram a andarilha disseram que ela afirma estar na região há dois meses com um primo e um amigo.
‘‘A região do parque em que o fogo começou é reservada para a preservação das espécies, é de grande declive e com vegetação alta, isso dificultou o trabalho dos bombeiros’’, afirmou Cyrus Galdin. Na segunda-feira técnicos do IAP concluem o laudo oficial dos danos causados no parque.
A geada da última segunda-feira beneficiou a queimada, pois deixou a vegetação seca. As equipes do Corpo de Bombeiros estavam conseguindo controlar o incêndio por volta das 4 horas da manhã de ontem, quando houve uma mudança na direção dos ventos.
O Parque Estadual de Vila Velha é um dos mais antigos do Paraná. Tem 3,2 mil hectares de área. Desse total, quase metade, 1,5 mil hectares, é área proibida para visitação.
São comuns os incêndios no parque durante o inverno, período mais seco do ano. Nos últimos 12 meses foram cinco queimadas. A primeira delas no dia 4 de agosto, que destruiu 5 hectares. No dia 21 de novembro aconteceu o maior incêndio da história do parque, com 540 hectares de área restrita à visitação queimados. Pouco mais de uma semana depois, no dia 30 de novembro, mais 25 hectares foram queimados.

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