O Centro Cultural Caingangue (Zona Sul de Londrina) foi palco de um incêndio pela quarta vez em pouco mais de três meses. Na noite de sábado, por volta das 20 horas, um rancho utilizado pelos indígenas como cozinha foi consumido pelo fogo. Dois dias antes, outro rancho havia sido destruído por um incêndio. Os caingangues acreditam que os dois incidentes foram ações criminosas.
Anteriormente, no dia 25 de abril, outro rancho tinha sido queimado. Segundo a coordenadora do Programa de Atendimento ao Caingangue da Secretaria Municipal de Ação Social, Marlene de Oliveira, os ranchos são facilmente destruídos em incêndios porque possuem cobertura de sapê e são constituídos de madeira. ''Os índios acreditam que os ranchos foram queimados por meninos brancos da região, já que na ocorrência de quinta-feira ouviram gritos de crianças na hora em que o fogo começou'', explicou a coordenadora.
Segundo Marlene de Oliveira, várias ações foram ou serão tomadas para que incidentes do tipo não voltem a ocorrer. Em todas as ocorrências, foram registradas queixas no 4º Distrito Policial (DP). A Fundação Nacional do Índio (Funai) também procurou a Polícia Federal. A coordenadora explicou que está sendo preparado um relatório sobre os incêndios para ser entregue ao Ministério Público (MP).
Além disso, os turnos de trabalho dos guardas do Centro Cultural foram alterados. Outras medidas que serão implementadas, segundo a coordenadora, serão a melhoria da iluminação e o cercamento do local. O prédio da área pública do Centro Cultural, destruído num incêndio em fevereiro, será reconstruído. Marlene de Oliveira estimou que as obras devem estar prontas dentro de 180 dias.

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