Curitiba - Os bombeiros tiveram trabalho para combater o fogo que destruiu um depósito de ferragens e começou na noite de segunda-feira. O incêndio teve início por volta das 23 horas na Ferragens Negrão, uma das maiores empresas atacadistas de Curitiba, localizada na Rua Professor Algacyr Munhoz Mader, 2.800, na Cidade Industrial (CIC). Os 10 mil metros quadrados do imóvel foram atingidos e totalmente destruídos. Três pessoas ficaram intoxicadas, mas sem gravidade.
O fogo foi controlado apenas na manhã de ontem, mas durante todo o dia pequenos focos de incêndio ainda eram vistos no local. As chamas atingiram todo o imóvel em minutos. Segundo o Corpo de Bombeiros, os fortes ventos dificultaram o trabalho dos 70 profissionais que tentavam combater as chamas. As pessoas que moram nas residências vizinhas foram retiradas, já que as paredes da empresa desabaram. As famílias voltaram para casa ainda de madrugada.
Algumas explosões ocorreram por conta do material inflamável armazenado na empresa. Segundo o major Paulo Henrique de Souza, os bombeiros foram acionados às 23h54 e a primeira equipe chegou no local sete minutos depois. Apenas alguns vigias estavam na empresa na hora do incêndio. Eles não se feriram. Entre os intoxicados estavam um bombeiro e um funcionário da empresa, que foram atendidos no local. O Corpo de Bombeiros não soube dar informações sobre a terceira vítima.
Ao todo, 15 caminhões dos bombeiros estiveram no local durante a madrugada e a previsão é que o trabalho de rescaldo (jogar água nas cinzas para evitar que o fogo reinicie) seja realizado até hoje pela manhã.
distribuição
A distribuidora Ferragens Negrão comercializa cerca de 25 mil itens de ferramentas, material elétrico e de construção, produtos veterinários, utilidades domésticas e escolar. Segundo o advogado da empresa, Marco Zamataro, o acidente prejudica a distribuição dos produtos em todo o Sul do País.
Já as demais regiões serão atendidas por filiais locais. O terreno onde o imóvel foi atingido é da empresa e os proprietários ainda não decidiram se a nova sede será construída no mesmo local ou em outra região de Curitiba, já que a atual estrutura terá que ser demolida.
As causas do incêndio ainda não foram descobertas. A Polícia Científica fará a perícia para apurar o caso.

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