Fogo destrói armazém em Paranaguá
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de julho de 1997
Mari Tortato Curitiba 
Bombeiros de Paranaguá e de Matinhos continuavam ontem trabalhando para eliminar focos de incêndio num dos pavilhões da empresa Sul Terminais de Paranaguá, instalada a 300 metros do porto de Paranaguá. Estamos de prontidão porque ainda tem fumaça saindo dos fardos de algodão, contou no final da tarde de ontem, o funcionário da empresa, Antonio Carlos de Oliveira. Por volta das 16h30 de sexta-feira, o estoque de algodão de um dos três armazéns da Sul Terminais entrou em combustão espontânea, e queimou por 24 horas, sem que os bombeiros pudessem estancar o fogo.
Sem contar o prejuízo com a destruição das instalações do armazém, a Sul Terminais calcula uma perda financeira de R$ 300 mil com o incêndio. O fogo destruiu 2 mil fardos de algodão - cerca de 400 toneladas -, que seriam transportadas para fábricas de Americana, interior de São Paulo.
Em contato com calor e umidade, o algodão entra em combustão espontânea, sem possibilidade de controle, explicou à Folha o funcionário da empresa Élcio José Azevedo. Uma chama se formou nas pilhas do algodão e em seguida deu o estouro, contou ele. Ninguém se feriu no incêndio.
Ontem, bombeiros e funcionários da Sul Terminais temiam que novos focos de incêndio se formassem num segundo pavilhão da empresa, onde estão estocadas 2,5 mil toneladas do mesmo algodão. Qualquer goteira pode acabar em foco de incêndio por causa do calor que se acumula nos fardos, disse Antonio Carlos Oliveira. Segundo ele, desde sexta-feira equipes de bombeiros de Paranaguá e Matinhos estão se revezando num plantão nos armazéns. Outra medida de precaução foi a transferência dos restos do estoque que queimou para um lixão.
A Prefeitura de Paranaguá alertou a população para que não desperdice água, temendo necessidade de um volume extra para qualquer emergência. Os fardos de algodão foram importados pela Sul Terminais de um país cuja procedência os funcionários não souberam informar. Eles também não sabiam dizer se o produto já foi descarregado de dois navios com um grau de umidade que pudesse colocar em risco toda a carga. O produto está estocado em Paranaguá há dois meses. Parte já tinha sido despachada por caminhão para Americana. A combustão espontânea do algodão já aconteceu em outros armazéns de Paranaguá, mas foi a primeira vez que aconteceu em um pavilhão da Sul Terminais.


