Fogo destrói
antiga loja
de Cambé
Dorico da SilvaDestruição totalBombeiros fazem trabalho de rescaldo dentro da loja, que tinha espaço interno de 300 metros quadrados:
forro do prédio e mercadorias, feitos de materiais altamente inflamáveis, ajudaram o fogo a se alastrarIncêndio consumiu tudo em poucos minutos
Célia Baroni
Uma antiga loja das Casas Paranaenses - que vendia colchões, móveis e eletrodomésticos em Cambé - foi totalmente destruída por um incêndio ontem de manhã. O fogo começou por volta de 11h45 em um dos colchões expostos para venda. Toda a mercadoria que estava no prédio foi queimada. A loja funcionava há 55 anos na avenida Inglaterra, centro da cidade.
O material do forro, altamente inflamável, ajudou o fogo a se alastrar rapidamente pelos 300 metros quadrados da loja. Quando os bombeiros chegaram, o fogo já havia atingido a parte de móveis e eletrodomésticos. A perda foi total.
Dorico da SilvaPânico no CalçadãoDonos de lojas vizinhas colocam mercadorias na rua para evitar outros incêndios: para o comandante
do Corpo de Bombeiros, era o tipo de fogo que poderia queimar facilmente um quarteirão inteiroSegundo o tenente Paulo Henrique, comandante do Corpo de Bombeiros de Cambé, o incêndio foi tão intenso que colocou em risco as outras lojas do quarteirão. Como o Corpo de Bombeiros de Cambé tem apenas uma viatura, o comandante pediu reforço para Londrina e Rolândia. Londrina deslocou duas viaturas e Rolândia, uma. Ao todo, 18 homens trabalharam para controlar e eliminar o incêndio. Só na primeira meia hora foram usados 40 mil litros de água. Por volta das 12h30, começaram os trabalhos de rescaldo.
‘‘O fogo se propaga também pelo calor. Este tipo de incêndio queima facilmente um quarteirão inteiro’’, disse tenente Paulo Henrique. Os lojistas do Calçadão foram orientados a retirar todos os produtos de dentro dos prédios. ‘‘Foi um momento de pânico’’, conta o gerente da loja Marissol, Sérgio Nogueira. ‘‘No começo até achei que fosse brincadeira, mas funcionários e amigos começaram a carregar tudo para fora e eu percebi que a situação era séria.’’
No momento do incêncio estavam nas Casas Paranaenses apenas o dono, Laércio Bonora Esteves, e uma funcionária. Com o rosto e mãos chamuscados, Esteves acompanhou o final do combate ao incêndio mas preferiu não falar à imprensa. Segundo informações de amigos de Esteves, ele estava em seu escritório quando uma funcionária o procurou e deu a notícia do incêndio.
O fogo ainda estava limitado a um colchão e um armário quando Esteves foi avisado, mas a proximidade de outros colchões e sofás - material também altamente inflamável - fez com que o fogo se alastrasse rapidamente. Esteves e amigos ainda tentaram retirar alguns produtos de dentro da loja, mas foram impedidos pelas labaredas que avançaram sobre os eletrodomésticos.
A principal preocupação de Esteves estava em salvar os documentos que estavam dentro de arquivos, no escritório dos fundos da loja. Tentando recuperar os documentos, ele acabou sofrendo queimaduras leves. Quando o fogo já estava controlado, os soldados conseguiram chegar aos arquivos. Embora eles estivessem fechados, os papéis estavam totalmente queimados, resultado da auto-combustão provocada pelo calor do incêndio.
Até ontem o Corpo de Bombeiros não conhecia a causa do incêndio e o proprietário não sabia o tamanho do prejuízo. A loja tinha seguro.

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