Fogo destrói 8% de parque estadual
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segunda-feira, 25 de agosto de 2003
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba Cerca de 280 hectares do Parque Estadual de Vila Velha foram atingidos pelo incêndio ocorrido no local no último domingo. Isso significa que 8% da área total de 3,12 mil hectares foram queimados. Porém, de acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, aparentemente o incêndio não causou danos ambientais. O fogo, que segundo a Polícia Florestal começou fora do parque, atingiu principalmente uma área de mato com vegetação rasteira, alguns pinheiros e eucaliptos que ficavam perto da Lagoa Dourada e uma região de reflorestamento de araucárias.
A causa do incêndio ainda não foi descoberta. O Secretário de Estado de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, que sobrevoou o local, disse que a impressão que se tem do alto é que o fogo começou na região dos trilhos de trem que passam pelo parque estadual, justamente na região da Lagoa. Já a Polícia Florestal afirmou que o fogo veio de fora do parque. ''Não sabemos a origem do incêndio, mas podíamos ver as chamas vindo de fora em direção ao parque. Mas, como o vento estava muito forte, o fogo se alastrou de uma forma muito rápida impossibilitanto o controle imediato'', explicou o tenente Gilson Machado Dias, comandante do 4º Pelotão da Polícia Florestal, que fica dentro do Parque Estadual. Já o Corpo de Bombeiros não tem informações sobre a possível causa do incêndio.
Segundo o presidente do IAP, Rasca Rodrigues, parece que não há animais mortos em decorrência do incêndio. Contudo, um grupo de técnicos do IAP vai percorrer a área a pé amanhã para fazer a constatação final. ''Vamos ter certeza se houve prejuízos de fauna só amanhã, mas aparentemente não teve nada. Já quanto à flora, a área atingida foi grande, mas é uma vegetação que se recupera rápido''. O secretário afirmou que também será feita uma avaliação se há necessidade de fazer um treinamento de brigada de incêndio com os policiais e funcionários que ficam no parque e se é preciso mais equipamentos para enfrentar esse tipo de situação.
Os aceiros (corredor roçado previamente para evitar a propagação do fogo) foram os grandes aliados no combate ao incêncio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não era possível combater diretamente as chamas. Por isso, os combatentes ficaram nos aceiros impedindo que o fogo passasse por eles. Enquanto uma parte do contigente de 42 homens que estavam no local apagava as chamas, o resto fazia mais aceiros perto dos arenitos para protegê-los. ''A vegetação essa época do ano é muito seca, o que a torna propícia para a propagação do fogo. E no domingo tinha mais o vento que levava as chamas muito rápido. Inclusive, fagulhas passaram de uma lado para o outro da rodovia BR-376 pelo ar'', afirmou o tenente-coronel Luiz Carlos Keppen, comandante do 2º grupamento de bombeiros.
O incêncio, que durou aproximadamente oito horas, foi o segundo deste ano. Há 15 dias um pequeno foco já havia sido registrado. Como o parque está fechado para visitação desde janeiro do ano passado, não havia turistas no local.


