Dois incêndios de grande porte, ocorridos em diferentes pontos da cidade, causaram muitos prejuízos em Londrina. O primeiro começou por volta das 22h30 de anteontem na loja Tricolândia, localizada na Rua Sergipe (área central). Já o segundo incêndio começou por volta das 8h30 de ontem, em uma chácara localizada às margens da rodovia PR-445, na altura do Km 325, zona sul da cidade. Em menos de uma hora, o fogo consumiu a casa de alvenaria. Não houve vítimas em nenhum dos incêndios.
Segundo o Corpo de Bombeiros, no incêndio da loja foram usados cerca de 90 mil litros de água e nove caminhões para debelar o fogo. O trabalho começou por volta das 23 horas e até às 9 horas de ontem uma equipe ainda fazia o trabalho de rescaldo em pequenos focos de fumaça. De acordo com os bombeiros, o fogo deve ter começado na sobreloja - onde estava guardada a maior parte do estoque de produtos têxteis -, passando a seguir para o térreo, causando destruição total no pavimento superior e em metade do pavimento inferior. Um prédio comercial de dois andares, localizado em cima da loja, não foi atingido.
Com cerca de 200 metros quadrados, a empresa trabalhava a mais de 20 anos com produtos de armarinhos, tecelagem e outros materiais de fácil combustão. O proprietário Sérgio Saruhashi, que acompanhava o trabalho dos bombeiros pela manhã, disse que não tinha idéia do prejuízo que teve. ‘‘Ainda vou ter que fazer o levantamento do que foi perdido’’, explicou. Segundo ele, a empresa tinha seguro.
O segundo incêndio começou por volta das 8h30 na cada do casal Maria José e Jaribe Gomes Machado, localizada na Chácara Santa Rosa, de propriedade da empresa atacadista Equipe. O casal, que trabalha como caseiro na chácara, tem três filhos, mas estava sozinho no momento em que o fogo começou.
PrejuízosTrabalhos de combate ao fogo na loja começaram por volta das 23 horas de anteontem e até às 9 horas de ontem uma equipe ainda fazia o rescaldo; a casa da chácara era antiga com assoalho e forro de madeira, o que facilitou a propagação do incêndioSegundo Maria José, ela estava na cozinha quando percebeu a fumaça negra saindo de um dos quartos. ‘‘Eu vi que tinha apagado a luz e pensei que tinha caído a energia. Aí senti o cheiro de fumaça, olhei para trás e vi aquela fumaça preta saindo do quarto’’, contou. Desesperada, gritou por socorro. O marido, que estava em um campo próximo, veio correndo.
A fumaça e as labaredas que tomaram todo o telhado atraíram também vizinhos, que chegaram rapidamente para ajudar a retirar móveis e eletrodomésticos. ‘‘Perdemos quase tudo o que tínhamos. Os bombeiros demoraram muito para chegar’’, reclamou Maria. Ela acredita que a causa do fogo tenha sido um curto-circuito. ‘‘A casa é velha e a fiação estava toda solta’’, disse.
Segundo o tenente Édson Alves, quando o Corpo de Bombeiros chegou o fogo já tinha tomado todos os cômodos. ‘‘Era uma casa antiga com assoalho e forro de madeira, o que propaga muito rápido o incêndio’’, explicou. O incêndio levou cerca de uma hora para ser debelado e consumiu cerca de 10 mil litros de água. No final do rescaldo, apenas as paredes estavam em pé.
De acordo com o tenente, a corporação levou cerca de 15 minutos para chegar no local a partir do horário em que foram comunicados. Para ele, não houve demora no atendimento, apesar do local de difícil acesso. ‘‘Para quem está do outro lado, um minuto parece uma eternidade. E também estamos sujeito às regras de trânsito. Embora com a sirene ligada, não podemos passar por cima dos outros carros’’, explicou.
Um funcionário da Equipe - que preferiu não se indentificar - compareceu ao local e disse que a empresa vai dar toda assistência ao casal e seus filhos, ‘‘até que possam resolver a situação’’, afirmou.
As causas dos incêndios só serão apontadas depois que o Instituto de Criminalística fizer a perícia. ‘‘Só então poderemos dizer o que ocorreu’’, explicou o tenente Édson Alves.

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