''Foram restos de bandagens e não pneus que queimaram''. Esta foi a afirmação do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, depois que receber ontem uma avaliação da equipe responsável pelo aterro sanitário de Londrina (zona leste). A justificativa foi apresentada ontem depois que moradores e a vereadora Sandra Graça (PDT) denunciaram a queima de pneus estocados no local.
A reportagem esteve no local ontem de manhã e constatou que a fumaça considerada pelos ambientalistas como altamente tóxica tomou conta do local. Técnicos da CMTU foram até o Lixão e, segundo Sella, confirmaram que o fogo não havia sido provocado pela Paviservice Construção Civil, empresa responsável pelo aterro. ''A informação que obtive foi que o fogo veio da vizinhança e que as chamas atingiram apenas resto de bandagens. Era pouco material e o dano ambiental foi mínimo'', garantiu o presidente da CMTU.
Sella afirmou ainda que os poucos pneus mantidos no aterro são frequentemente borrifados com veneno e não ficam no local mais que 60 dias, acabando com o risco de se tornarem focos do mosquito da dengue. ''Procuramos usá-los para fazer galerias ou os repassamos para agricultores montarem barragens e aterros. A empresa que venceu a licitação não tem nada a ver com isso, mesmo porque ela sabe que não pode queimar nada'', disse.
Os denunciantes criticaram o fato da queima de pneus ter sido feita um dia depois da prefeitura ter fechado um novo convênio com a BS Colway, empresa curitibana que compra e recicla pneus velhos. A vereadora disse ontem que continuará ''monitorando'' o aterro.

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