Curitiba O empresário Mário do Amaral Fogassa, acusado de ser um dos chefes de uma quadrilha especializada em roubo de cargas no Paraná, foi ouvido ontem em dois processos que responde em Ribeiro Preto (SP). Na primeira ação, Fogassa responde por corrupção ativa e uso de documento falso. Segundo o Ministério Público (MP) federal, ele teria dado dinheiro a dois delegados da Polícia Federal (PF), a um agente de polícia e a um advogado para evitar que fosse indiciado em inquérito.
Fogassa negou as denúncias dos autos que estão respaldadas em conversas telefônicas gravadas com autorização judicial. A PF encontrou com Fogassa uma carteira de habilitação falsa. Ele argumentou ao juiz da 4 Vara Federal Criminal de Ribeirão Preto, Augusto Martinez Perez, que mandou fazer a carteira com medo de ser preso.
Na segunda ação, movida pelo MP federal, Fogassa é acusado de formação de quadrilha. Ele também atuaria no roubo de cargas e na falsificação de combustíveis. Além de gravações telefônicas, os promotores contam com o reconhecimento de dois supostos assaltantes de cargas: Jair Morais (sobrinho de Fogassa) e Beto Roberto. Os dois foram presos. Beto Roberto confessou participação no esquema e apontou Fogassa como chefe da quadrilha. Até o final da edição de ontem, Fogassa ainda não havia sido ouvido.
O advogado de Fogassa, Peter Amaro de Sousa, tenta desqualificar as degravações, consideradas por ele como apócrifas. Fogassa está preso desde o dia 9 do mês passado. Ele tinha uma prisão preventiva decretada pela Justiça de Rio Negro (109 km a sudoeste de Curitiba) desde 2002. Ele responde criminalmente no Paraná por formação de quadrilha, receptação qualificada e participação em homicídio qualificado.

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