Focos do barbeiro são eliminados
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quarta-feira, 07 de março de 2001
Maurício Borges Enviado a Arapongas 
Uma equipe de cinco técnicos da saúde pública começou a dedetizar ontem, casas, tulhas, uma mangueira e empilhamentos de telhas e madeiras, no Sítio do Peru, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina). Nesta propriedade, há cerca de 40 dias, agentes sanitários haviam detectado um foco com 280 bichos-barbeiros.
Na época, os insetos foram eliminados junto a um ninho de gambás, na parte oca de uma enorme paineira, sendo recolhidos para testes e depois identificados como da espécie Panstrogylus megistus. As amostras de sangue coletadas de moradores deram negativo para o mal de chagas, transmitido por um tipo de bicho-barbeiro contaminado.
Na mesma região, situada nos fundos do parque industrial de Arapongas, na saída para Mandaguari (PR-444), também foi constatada a presença do bicho-barbeiro em outras quatro propriedades. A Saúde Pública tomou conhecimento inclusive do caso de uma mãe que capturou um barbeiro sugando a cabeça de sua filha, de apenas três meses.
Moradores da zona rural criticaram a demora para iniciar o trabalho de borrifação de veneno em sete propriedades. Ontem, conforme havia anunciado na véspera o chefe da 16ª Regional de Saúde, Reinaldo Aranda, foi iniciado o trabalho de borrificação utilizando o piretróide cipermetrina. A exemplo de outros moradores da região, Andréia Lopes Ribeiro, ficou mais aliviada com a aplicação do veneno.
Aranda, que esteve no local, acompanhado do secretário de Saúde de Arapongas, Evaldo Sanches, informou que o Sítio do Peru era a segunda propriedade em que a equipe estava passando. Ele garantiu que nos próximos dias o serviço será concluído nas demais propriedades onde foi detectada a presença do bicho-barbeiro.
O chefe da 16ª RS comentou ontem que a incorporação da estrutura da extinta Fundação Nacional de Saúde à Secretaria de Estado da Saúde e aos municípios causou transtornos. Isso aconteceu em outubro e ainda estamos numa fase de transição, disse, justificando a deficiência na execução de alguns serviços.
Para encaminhar o serviço de borrifação do veneno na zona rural de Arapongas, a Sa© úde Pública dependia da obtenção do produto, equipamentos de segurança, bombas costais e de veículos específicos para este tipo de trabalho. Ontem Aranda pediu aos moradores das áreas onde foram encontrados focos do inseto para que tenham paciência.


