Dois estabelecimentos foram autuados e multados por fiscais da Prefeitura da Curitiba por terem focos reincidentes de mosquito de dengue, nesta semana. Foram as primeiras aplicações de multas para esse tipo de infração na Capital e os valores variaram de R$ 13,5 mil a R$ 17 mil.
As empresas Banseg Leilões, no bairro Sítio Cercado, e Motor’s Jan, no Atuba, de venda e leilões de peças de veículos avariados já haviam sido comunicadas sobre o problema com depósito de larvas de mosquito anteriormente. No caso da Banseg, foram encontrados 87 focos nos últimos 30 dias, em vistorias de carcaças de 5.672 carros. A multa aplicada foi de R$ 17 mil. Uma funcionária da empresa informou que eles manteriam, desde o ano passado, uma campanha de prevenção. O responsável não retornou a ligação.
A Motor’s Jan recebeu notificação de três infrações e teve multa calculada em R$ 4,5 mil para cada uma delas. Ela já havia apresentado foco do mosquito no ano passado. A reportagem procurou os responsáveis pela empresa, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.
De acordo com o diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde, Sezifredo Paz, a aplicação de multas já era prevista na lei do município e é uma forma de reforçar a responsabilidade administrativa das empresas reincidentes. "Percebemos que o modo como vínhamos agindo com esses estabelecimentos não estava dando um bom resultado. Então, a prefeitura avaliou e decidiu que era o momento de fazermos isso", explica.
As empresas foram intimadas a apresentar um plano com as estratégias de controle e procedimentos para evitar a proliferação do mosquito e a elaborar um projeto para uma cobertura do local. As empresas tem 15 dias, da data da autuação, para apresentar recursos sobre a multa e os planos. Caso não apresentem o planejamento, poderão sofrer nova penalidade ou até serem interditadas.
O Centro de Saúde Ambiental fiscaliza, de 15 em 15 dias, 757 estabelecimentos chamados "pontos estratégicos", onde as chances de formar criadouros da lava do mosquito são maiores. "São depósitos de sucata, ferros-velhos, borracharias, prédios abandonados e até cemitérios. Eles, por natureza, são mais suscetíveis a ter acúmulo de água", explica.

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