Foco na saúde dos universitários
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2013
Micaela Orikasa<BR>Reportagem Local 
Quais são os fatores no meio universitário que influenciam o comportamento dos estudantes? Eles podem estar relacionados a alguns problemas de saúde? E quais as medidas possíveis para a prevenção? É a busca por estas respostas que norteiam uma pesquisa inédita no país e que será realizada por dois professores de Londrina.
"Sabemos que o comportamento dos universitários se modifica conforme o meio em que estão inseridos. Eles são exemplos de modelo de conduta, importantes formadores de opinião e, portanto, queremos identificar a frequência com que esses comportamentos ocorrem, quais são os fatores que os potencializam e, principalmente, como podem ser modificados", responde o coordenador da pesquisa, professor Dartagnan Pinto Guedes, que atuará em parceria com o professor Márcio Teixeira, ambos da área de Educação Física da Universidade Norte do Paraná (Unopar).
A partir do segundo semestre, eles aplicarão um questionário com 120 itens, em todas as universidades públicas e privadas do Paraná. Denominado National College Health Assessment (NCHA), o questionário é reconhecido internacionalmente e já foi traduzido para outros seis idiomas. As perguntas são específicas para universitários e incluem ainda horas de estudo, uso de equipamentos eletrônicos, relação trabalho-estudo, opções de lazer, qualidade das relações inter-pessoais, entre outras.
Através de um levantamento dos cursos e números de alunos de cada instituição, será realizado um sistema de amostra por sorteio aleatório. A estimativa é atingir em torno de 7,5 mil universitários.
A identificação dos participantes e das universidades será preservada. "O interessante é descobrir qual é o nível de agregação dos comportamentos que podem prejudicar a saúde. Por exemplo, será que o uso da droga ilícita está agregado a outros comportamentos? Se identificarmos essa relação, tentaremos focar nos comportamentos menos agressivos, por meio de ações de intervenção", explica.
Os levantamentos já realizados sobre comportamentos só foram apresentados de forma isolada. Ou seja, a pesquisa com essa abrangência proposta pelos professores será a primeira no Brasil.
Além dos professores, também participam alunos do curso de Educação Física e uma equipe de pós-graduandos da Unopar. O projeto recebe recursos financeiros do CNPq e apoio da Secretaria de Ensino Superior e Tecnologia (Seti).
Prevenção
Todo esse estudo tem como finalidade discutir, propor e promover ações de prevenção nas instituições. De acordo com Guedes, o objetivo é propor um programa para as universidades, não apenas na área de atividade física, mas em todos os grupos de saúde, como alimentação, violência, sexualidade e uso de substâncias.
"Os resultados preliminares estão previstos para início de 2014. A partir daí, vamos delinear o programa de intervenção que ficará a critério de cada unidade colocar em prática ou não", revela. Na prática, Guedes explica que uma intervenção efetiva é estabelecer atividades vinculadas à educação para saúde no meio universitário.
Segundo ele, existe uma grande lacuna na escola brasileira, tanto no ensino básico quanto no ensino universitário. "Não se estuda saúde e não há ações de prevenção no meio universitário. Os alunos não são preparados para disseminar o conhecimento sobre o assunto", ressalta.
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- Uso de drogas e sedentarismo


